O gosto do amor - 2

1080 Words
👑 O gosto do amor - 2 Uma semana havia se passado, Max continuava no Brasil pois tinha alguns negócios a fazer e um contrato para assinar antes de voltar para casa. Constantemente estava na casa de Duda ou a levava para passear, tinham algumas noites quentes, cheias de amor e corpos suados, mas também viravam algumas noites apenas assistindo filmes e comendo pipoca. Enquanto isso, em Amália, Estela e Christian se encontravam com frequência em um dos bosques do povoado, se viam às escondidas, pois segundo Christian, era melhor que ninguém os visse por enquanto e para conservar a imagem de lady de Estela. - Eu sempre fico impressionado com sua beleza. - Christian esticou o braço para acariciar o rosto de Estela. - Posso? - Pode. - Estela olhou para a mão dele que se esticou em sua direção e logo tocou a pele macia da sua bochecha. - Você é uma verdadeira deusa, Estela. - ele falou enquanto passava o polegar pelo rosto dela. - Obrigada. - ela esboçou um sorriso doce no rosto e se afastou. - Então, Christian, o que você faz da vida? - Eu voltei há pouco da Inglaterra, terminei a faculdade e voltei para ficar um tempo com meu pai. - Inglaterra? Soube que é um país muito bonito, tenho vontade de conhecer. - Quem sabe a gente não vai junto um dia? Eu teria o prazer de te apresentar os pontos turísticos, bons restaurantes, parques, museus... - Christian sorriu empolgado. - Eu também posso te mostrar outros lugares além da Inglaterra. - Vamos com calma, tá bem? - Estela sorriu mordendo seu lábio inferior. - Acabamos de nos conhecer. - Você tem razão. - ele deu risada. - Não sei o que deu em mim, talvez sejam os seus olhos doces que me deixam tão animado. Estela sentiu seu rosto queimar, sentiu borboletas em seu estômago e queria congelar aquele momento. Estava perdida nos olhos cor de mel de Christian, nos lábios dele, nas feições do seu rosto, nas mãos quentes dele que a tocavam sutil e discretamente. - Eu preciso ir agora. - ela se levantou ajeitando seu vestido. - Podemos nos ver amanhã novamente? Na mesma hora? - Christian segurou a mão dela. Ela pareceu pensativa, sabia que não devia se encontrar às escondidas com ninguém, que alguém poderia ver e contar aos seus pais, sabia que ela não poderia ser tocada por ninguém antes do casamento, pois segundo sua mãe: "homens gostavam de moças puras e honradas", mas apesar de lá no fundo sentir medo dos seus pais, Estela deixou que seu coração falasse mais alto. - Nos vemos amanhã. - ela esboçou um sorriso sereno para ele antes de sair dali o mais rápido possível e ir de encontro a Cecília. - Você demorou, Estela. - Ceci segurou o braço da amiga e pôs se a andar ao lado dela. - Desculpe, Ceci, não achei que ia demorar tanto. - Como foi? Como ele tratou você? Me conta tudo, porque estou muito curiosa. - Ele é um cavalheiro, lady Cecilia, é educado, respeitoso, tem uma voz branda, olhos cor de mel que são cheios de doçura e intensidade e um toque que faz você se arrepiar. - Toque? - Cecília arregalou os olhos surpresa. - Você deixou ele tocar em você? Estela, você é louca? - Não consegui resistir, Ceci, eu simplesmente fiquei hipnotizada com ele, com o jeito dele falar... - ela suspirou. - Você está começando a se apaixonar, já pensou se ele te pede logo em casamento? Você com uma pessoa que nasceu no meio do clero. - Ia ser um baita casamento, não é? - Estela sorriu empolgada. - Quando eu sentir que estamos mais envolvidos, vou pedir a ele para falar com o meu pai. - Estou muito feliz por você, Estela, conseguiu encontrar alguém que te interesse, pode escapar do casamento arranjado. As duas amigas comemoravam o novo amor de Estela e no aeroporto, Max desembarcava e ia de encontro a seu pai. - Meu filho, bem vindo de volta. - Fernando sorriu abraçando o filho. - Como foi a viagem? - Oi, pai, é bom estar de volta. - Maximiliano abraçou seu pai. - A viagem foi tranquila, muito produtiva, mas não vejo a hora de estar com a família. - Ótimo, é assim que se fala. Vamos, o carro está nos esperando. Após saírem do aeroporto, foram para o palácio, onde a família estava em festa pela chegada de Max. - Max! Meu filho! Que saudade. - Anastácia sorriu empolgada o abraçando. - Você está diferente. - Não é pra tanto, mãe, só fiquei fora por um mês, não deu tempo eu mudar. - Max deu risada. - Um mês é muita coisa, Max, você sabe, são trinta dias. - Ana suspirou. - Pedi para fazerem alfajores de doce de leite e um salmão ao molho de maracujá para o meu filho que passou tanto tempo longe. - Você não está vendo a sua avó aqui, menino? - Mélore se aproximou do neto com um sorriso sereno no rosto. - Venha cá, me dê um abraço. - Oi, vó, senti saudades. - Maximiliano se curvou e logo abraçou a avó. - A senhora me parece cada dia mais jovem. - Deixe disso. - Mel sorriu. - Aproveitou bastante a sua viagem? Adquiriu muito conhecimento? - Aproveitei o máximo que eu pude e foi incrível, tenho muitas histórias para contar a vocês. - E espero que nenhuma delas influencie mål a nossa família, Max. - Emeth se aproximou. - O que quer dizer com isso? - Max cerrou as sobrancelhas. - Nada, só estou dizendo que nossa família é fiel aos costumes e a nossa cultura, vai que você quer trazer alguma novidade para nosso meio. Uma tensão cresceu entre os dois irmãos mais velhos. Ambos estavam em iguais posições, mas por Emeth ser o mais velho, era dever dele zelar pelo nome da família e os costumes. Max, pelo contrário, sempre estava querendo inovar, tanto que até abriu uma empresa porque não suportava ficar parado em um lugar só. - Chega vocês dois. - Anastácia interveio. - Max, temos uma notícia para você. - ela sorriu de orelha a orelha. - E pelo visto é uma notícia ótima, estou vendo um brilho nos seus olhos, mãe. - É uma excelente notícia. - Fernando colocou a mão no ombro do filho. - Estamos arrumando uma moça para você se casar.
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