EMILY - dois dias depois. Eu não sabia exatamente o que pensar. Eu tava dilacerada, minha mente se desconectou desde que eu tive a notícia. Russo foi dado como morto. Eu tava arrasada. Ele morreu pelo morro. Muita gente também morreu — mas eu não tava conseguindo viver com a idéia de que ele tinha morrido. Encarei o caixão fechado, descendo pela cova do cemitério afastado da cidade. Tinha pouca gente no enterro dele — eu já tinha chorado tanto que nesse momento eu só olhava apática. Meu pensamento era: “e se eu tivesse feito mais pra manter ele vivo?” “Mas eu entendia que não tava no meu alcance. Não havia algo que eu conseguiria fazer pra manter ele vivo.” Eu sempre achei que silêncio fosse sinônimo de paz — mas hoje, nesse momento, tenho certeza que não. “Nesse caso é sinônimo de a

