Os dedos de Amália passeavam preguiçosos pelos cabelos de Nerone. Ele havia caído em um sono profundo assim que tinha deitado em seu colo. Tudo o que ela podia ouvir era o ressonar tranquilo da respiração dele preenchendo o silêncio do quarto. Olhando para ele enquanto dormia, Amália se perguntava onde estava a pessoa de língua afiada que sempre a respondia à altura. Naquele momento, ele mais parecia um menino que precisava ser protegido, e aquele pensamento chegava a ser cômico, dada a natureza do que Nerone fazia. Amália se pega rindo com aquele pensamento; para ela, era como ter um leão selvagem dormindo em seu colo — ele poderia ser bonito e fofo, mas ainda era letal. As horas se passam, e Amália se pega dormindo novamente. O seu leão adormecido lhe transmitia uma paz que ela não esp

