Capítulo 5

1069 Words
Segue o texto com a correção ortográfica e ajustes de concordância e pontuação, segundo o português brasileiro: Amália tinha um bico enorme enquanto caminhava com Alícia. Ela percebia o quanto poderia estar sendo infantil, mas ainda não se conformava com as palavras do seu chefe. No instante em que elas entram no laboratório, os olhos de Nico se fixam em Alícia. Amália olhava aquilo fascinada, era sempre daquela forma: não importava quantos dias haviam se passado, Nico sempre olhava para Alícia com o mesmo amor insano de sempre. A forma como os olhos azuis dele olhavam para ela era surreal; era como encarar um oceano vasto, sem nenhuma onda, e Alícia fosse o único porto. Alícia corre até Nico, dando um beijo rápido em seus lábios, mas, quando tenta se afastar, os braços dele a seguram no lugar. Uma da suas mãos envolve a sua nuca, e ele a prende contra o seu peito, dando-lhe um beijo cheio de paixão. Os olhos de Amália se arregalam com aquilo, mas logo após um sorriso curva os seus lábios. Ela já devia estar acostumada, mas aquela cena ainda a surpreendia. — Eu ainda estou aqui — diz Amália, pigarreando. Eles se separam, e Nico encontra os olhos de Amália com um sorriso. — Devia ter saído, garota. Sabe que não resisto a essa mulher — diz ele, dando uma piscadinha para ela. Nico não havia mudado muito com a paternidade. Amália observava a calça rasgada que ele usava, com correntes penduradas, e o coturno preto em seus pés. Os olhos dela seguem para cima, observando a forma como a camisa preta dele se aderia ao seu peito. Sim, Nico era um delírio para seus olhos, mas Amália não o olhava com malícia; Nico era como um irmão irritante que estava sempre por perto. — Eu preciso trabalhar. Você é que está atrapalhando o meu trabalho — diz ela, puxando Alícia dos braços dele. — Está com sorte que estou com pressa hoje, garota — diz ele, puxando Alícia novamente e lhe dando um beijo rápido. Então ele a solta e passa por Amália, bagunçando os seus cabelos antes de sair. — Fala sério, Nico! — diz ela, brava, mas ele já estava longe. — Hoje você está estressada — diz Alícia, caminhando para sua mesa. — É impossível não estar, Alícia. — Amália se joga em sua cadeira, jogando a cabeça para trás em frustração. — Isso passa. Em breve você vai conhecer o bonitão do seu noivo — diz Alícia, cutucando os pés dela enquanto ria. — Quem ele é, Alícia? — Aquele assunto tinha chamado a sua atenção e, por mais que ela soubesse que a identidade do seu noivo era segredo, não podia deixar de tentar. — Esquece, garota. Não vai arrancar essa informação de mim — diz ela, voltando a trabalhar. Amália apenas suspira e se joga em seu trabalho. Ela tinha muito a fazer. Recentemente, Camilo, um dos homens de Dom Xavier, estava fazendo uma busca avançada contra um grupo que sequestrava mulheres para a prostituição, então ela estava sendo seu contato direto para informações e suporte, já que envolvia outras organizações. A manhã passa voando e, antes que Amália percebesse, alguém entra no escritório, trazendo algumas embalagens. — O que é isso? — pergunta ela, já sabendo do que se tratava. Era sempre daquela forma. — Ao que parece, alguém quer fazer as pazes — diz Estela com um sorriso de canto. — Não precisava ter trazido, senhora. Eu mesma iria buscar se tivesse me avisado — diz ela, pegando a sacola das mãos da Dama da Fênix. — Não se preocupe com isso, querida. Eu estava descendo aqui mesmo — diz ela, antes de se retirar. Amália pega a sacola e começa a retirar as coisas de dentro. Diante dos seus olhos estavam os seus pratos preferidos e, para sua surpresa, o sorvete que ela mais amava: pistache, e pela marca, vindo direto da Itália. O safado sabia como conquistá-la. Ela pega o bilhete e lê a mensagem curta que ali estava escrita, em uma letra elegante: "Não vou pedir desculpas, você é minha, Tampinha. N.D." Amália bufa ao ver o apelido ridículo que o seu noivo tinha lhe dado, mas, de certa forma, não podia negar que aqueles pequenos gestos faziam o seu coração derreter. Ele parecia saber tudo sobre ela: quando estava zangada ou quando estava passando m*l. Ele era como uma sombra, sempre à sua volta. Amália se lembrava de um episódio na faculdade em que seus colegas a tinham ridicularizado por sua idade. Ela não sabia o que havia acontecido, mas, no outro dia, quando tinha chegado à faculdade, todos vieram pedir perdão pelo que haviam feito, e aquilo nunca mais voltou a acontecer. Amália podia odiar aquele compromisso arranjado, mas não podia negar que seu noivo misterioso cuidava dela — e não apenas dela, mas de sua família também. Agora eles moravam em uma casa melhor, tinham até mesmo uma empregada que vinha todos os dias ajudar com a casa. Até seu pai estava em um cargo melhor e, a cada dia, a vida deles melhorava, tudo graças ao seu noivo misterioso. Mas o que mais preocupava Amália era o quanto aquilo lhe custaria no futuro. Tentando evitar aqueles pensamentos, Amália apenas abre a embalagem de comida e começa a comer. Não havia nada que ela pudesse fazer naquele momento. — Amália! Tem algo que temos que discutir — diz Síria, entrando no laboratório com as outras, e, pela roupa que usava, devia ter acabado de chegar de alguma missão. — O que foi, Síria? — pergunta ela, preocupada, mas a assassina tinha um sorriso nos lábios. — Sua despedida de solteira, é claro! — responde ela, sorrindo. — Despedida de solteira? — Sim, Amália. Não podemos deixar passar, precisamos de diversão — diz Alícia. — O Nico não vai gostar disso. — Eles nunca gostam, querida, mas isso não quer dizer que não iremos fazer — diz Raíra, com um sorriso de canto. — Exatamente. Faz tempo que não fazemos nada — diz Estela, para a surpresa de Amália. A esposa do chefe era sempre muito quieta e delicada, então aquilo tinha sido uma surpresa. — E qual é o plano? — pergunta Amália, com um sorriso no rosto. Já que teria que se casar, que aproveitasse o máximo antes — mesmo que isso enfartasse o seu noivo.
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