Com o roubo e o desespero rondando, uma ideia sombria, mas necessária, começou a tomar forma na mente de Miranda. A geladeira vazia, a energia cortada e a humilhação do jantar desastroso a impulsionaram a buscar uma solução imediata, não importando o custo. A agiotagem, um tabu em seu bairro, tornou-se a única saída. Era melhor do que se vender, ela pensava. Com o coração apertado, Miranda procurou contatos e, após conversas estranhas e olhares desconfiados, conseguiu um empréstimo com juros exorbitantes. A quantia era pequena, apenas o suficiente para o essencial, mas permitiu que ela comprasse um celular mais simples e um chip novo. O aparelho em suas mãos era mais do que um meio de comunicação; era sua ferramenta de sobrevivência. Com o novo celular, Miranda decidiu mergulhar de cabeç

