— Preciso da sua ajuda Liz, o Alberto não bebeu nada, desde que a festa começou, desse jeito vou ter que adiar meus planos.
Se não conseguir fazer ele beber, vou ter que adiar, os primeiros procedimentos com a médica e aliás ainda tenho que fazer ele assinar o termo, que sóbrio não vai fazer.
— O que você quer que eu faça, Olívia? Já basta está comemorando algo que nem em sonho estou fazendo.
Droga! Às vezes, minha melhor amiga, quer ser certinha de mais, coisa que ela sabe muito bem, que não funciona com nós duas.
— Quero que me dê alguma ideia e não vem dá uma de santa agora não, porque você sabe muito bem, que de santa não temos nada.
Observo a Liz recolher duas taças de champanhe e ir em direção ao Alberto, se a mesma conseguir estará de parabéns.
Aproveito a deixa para me aproximar de ambos, preciso acompanhar de perto se a tentativa vai dá certo.
— Tomei a liberdade de pegar uma taça para você Alberto, percebi que não bebeu nada desde que a festa iniciou, espero que não me faça está desfeita.
Ela fala estendo a taça para ele, mesmo olhando intrigado pega a taça e lhe agradece.
— Obrigado pela gentileza Liz e parabéns pela sua conquista, é que amanhã tenho plantão e não quero me embebedar.
Proponho um brinde, para induzir que o Alberto beba, porque estar apenas segurando a taça.
— Vamos brindar ao sucesso da Liz, aproveitar que ela te fez pegar uma taça, não acredito que você vai fazer a desfeita de não beber se quer um gole?
Meu marido diz que não estar gostando nada, desse meu interesse para que ele beba.
— Impressão minha ou você quer me fazer beber a todo custo, Olívia? Não estou gostando nada dessa história e nada contra você Liz, mas não vou participar deste brinde e aliás, estou indo arrumar às minhas malas, vou passar um tempo na casa do Martins, até a papelada do divórcio sair.
Espera! Acho que não escutei direito, o Alberto acabou de falar que vai sair de casa? Não! Isso não pode acontecer se não o meu plano vai ir de água abaixo.
— Que história é essa, Alberto? Você não tinha falado nada comigo.
Minha amiga se coloca no meio, pedindo para não começarmos a discutir assuntos pessoais, na frente dos convidados.
— Olívia! Por favor! Se vão começar a discutir, melhor subirem e conversar num dos quartos, porque todo mundo já está olhando.
Realmente todos ao nosso redor, já estavam focados em nossa conversa acalorada, o melhor a se fazer é subir junto com o Alberto e claro que não vou deixar que o mesmo saia de casa.
— Não temos nada para conversar Liz, só vou fazer algo, que já era para ter sido feito a muito tempo, agora se vocês duas me derem licença.
Seguro em seus braços e falo entre os dentes.
— Você não vai sair desta casa, Alberto, não se atreva a fazer uma cena dessas na frente dos nossos convidados, isso já é de mais.
O mesmo se solta subindo as escadas, não perco tempo e subo atrás.
— Continuem se divertido a festa continua. Finjo está tudo bem antes de subir os degraus correndo.
— Não sei por qual motivo abandonou os seus convidados, a festa não é para sua melhor amiga? Está fazendo desfeita com a mesma, não foi esse um dos argumentos que você usou, para que eu participasse deste verdadeiro circo.
Peço para que subam com uma garrafa de uísque sem que o Alberto perceba, ele se quer vai se espantar, já que sempre gostei de bebidas fortes, a intenção é terminar essa discussão na cama e eu vou conseguir, ou não me chamo Olívia.
— Eles não são mais importantes do que a nossa situação Alberto, não admito que me humilhe assim, você não pode deixar o nosso apartamento no meio de uma festa em que pessoas importantes estão.
O Alberto gargalha afirmando que no fundo, não estou preocupada porque ele está indo embora e sim com o que as pessoas vão pensar, ao me verem saindo desta maneira.
— Você está pensando no que as pessoas vão falar, Olívia, mas nada do que você falar vai me fazer ficar nesta casa.
Antes que possa responder, um dos garçons aparece com o uísque que havia pedido.
— Já que nada vai te fazer mudar de ideia, posso te fazer um último pedido? Acredito que não possa me negar ao menos isso.
O mesmo me olha intrigado, mas pede que eu fale o que estou pensando.
— Vamos tomar esse uísque juntos, como nos velhos tempos, lembra Alberto? Que aos finais de semanas nós dois sempre tirava um tempo para beber e conversar sobre o que tinha acontecido durante a semana.
Sei que é arriscado e que se o mesmo sair por aquela porta, as chances de ter ele de volta serão mínimas e todo o sacrifício para conseguir ser atendida por aquela médica será em vão.
— Ok! Se eu aceitar beber esse uísque com você, quando terminar vou poder ir embora sem nenhum problema Olívia? Se a resposta for sim, eu aceito, mas caso contrário saio agora mesmo, não importa as consequências.
Concordo com os seus termos, porque essa é a minha única chance de manipular as coisas ao meu favor, claro! Vou ter a ajuda de um pequeno remédio, o famoso boa noite cinderela, mas preciso manter a calma, porque se o Alberto perceber qualquer movimento brusco, não vai tocar se quer em uma gota dessa bebida.
— Aceito as suas regras, agora senta logo aí, que vou preparar os nossos copos.
Sei exatamente como ele gosta, fico de costas preparando os nossos copos, estou cruzando os dedos para que ele não desconfie de absolutamente nada.
— Sai da frente do copo Olívia, eu quero ver você preparando as nossas bebidas como antigamente lembra?
Ufa! Ainda bem que já tinha colocado o remédio por cima do gelo, como ele está sentado na cama, não vai conseguir ver isso de lá.
— Claro! Toma o seu copo e este é o meu, sabe percebi que não adianta nada ficar te forçando a ficar aqui, na verdade, não queria te ver saindo de casa, mas infelizmente a sua decisão já está tomada, então não posso fazer nada, mesmo com anos de sucesso na minha careira, não conseguir ganhar a única causa, que me faria a advogada mais feliz do mundo, o seu coração.
Decido ser sincera, porque é algo que faz o meu peito doer, se em algum momento da minha vida eu fui verdadeira, foram em todos os momentos que passei com o Alberto.
— Não sei em qual momento a gente se perdeu pelo caminho Olívia, sinceramente não consigo dizer em qual momento nos perdemos um do outro, mas infelizmente as feridas que foram abertas, não podem ser fechadas, porque as palavras machucam mais do que um tapa.
Ele tem razão, muitas vezes falei o que veio na minha mente, criei feridas em mim e nele, por não saber controlar, a minha própria fúria.
— Talvez ainda tenha uma chance Alberto, sei que pode parecer loucura, mas a gente pode recomeçar, eu sei que você está com aquela mulher, mas se decidir da uma nova chance para nós dois, tudo pode mudar.
O Alberto sorrir, dizendo que não tem uma nova chance, porque eu mesma fiz questão de acabar com todas elas.
— Não existe está chance Olívia, porque infelizmente você acabou com todas, durante este tempo que ficamos aqui, sempre fez questão de me agredir em todos os momentos com palavras.
Sou obrigada a concordar e sei que até já tentei o machucar, acho que se a Liz não tivesse aqui, as coisas teriam saído do controle.
— Ok! Você tem razão, acho melhor reabastecer nossos copos então, porque pelo visto está conversa, não vai nos levar a lugar algum.
Agora só esperar que em poucos segundos o remédio vai começar a fazer efeito, só que não vou conseguir colocar ele no centro da cama sozinha, vou precisar descer para pedir ajuda da Liz.
— Acho melhor não beber mais vou ir dirigindo até a casa do Martins, melhor não arriscar.
Insisto para que ele tome mais um copo, porque claro que ele não vai conseguir sair daqui, muito menos eu seria louca de deixar ele dirigindo sobre o efeito do remédio, quero ele bem vivo.
— Relaxa Alberto, mais um dia aqui em casa, não vai te matar não, qualquer coisa vai amanhã de manhã para casa do Martins.
O mesmo diz que o amigo está lhe esperando hoje e que ele não vai deixar que fiquei preocupado.
O Alberto é extremamente certinho, se ele combinou algo com você, tem que fazer exatamente da maneira que foi combinado, caso contrário ele fica muito puto.
— Não! Tenho que ir embora hoje, talvez passe amanhã para buscar as malas.