Capítulo 15 CORVO NARRANDO A porta do quarto fechou no andar de cima. O som ecoou pela casa inteira. Eu fiquei parado no meio da sala por alguns segundos, olhando para a escada. Silêncio. Grande. Pesado. Passei a mão pelo rosto. — Merdä… A discussão ainda estava rodando na minha cabeça. Ela me chamando de ridículö. Falando de ciúme. Me olhando daquele jeito desafiador que fazia qualquer homem perder a paciência. Ou a cabeça. Ou os dois. Caminhei até o bar da sala e peguei uma garrafa de uísque. Nem procurei copo. Dei um gole direto. O líquido queimou a garganta. Bom. Eu precisava de alguma coisa que queimasse mais do que essa sensação estranha que ela tinha deixado no meu peito. Subi as escadas devagar. Cada degrau rangendo baixo. A porta do quarto estava fechada. Ma

