Capítulo 19 CORVO NARRANDO O portão começou a abrir devagar. O som do ferro rangendo ecoou pelo pátio como um aviso. Ninguém falou nada. Mas todo mundo aqui entendeu. Mão na arma. Dedo leve no gatilho. Olhar atento. Eu dei dois passos à frente, sentindo o peso da pistola firme na mão, o corpo inteiro já pronto pra reagir. Se fosse ataque ia ter corpo caindo antes do carro parar. O veículo entrou devagar. Vidro escuro. Motor baixo. Controle. Confiança demais pra quem entra em território inimigö. Isso já me deixou putö. — Fica esperto — murmurei pro Sapo. — Sempre, Corvo. O carro parou no meio do pátio. Silêncio. Pesado. Um segundo. Dois. A porta abriu. Um homem desceu. Mãos levantadas. Sozinho. Isso fez todo mundo travar mais ainda. Porque homem que entra assim

