Uma das etapas mais importantes no despertar de uma bruxa é quando ela toma consciência de sua própria sacralidade. Quando ela inicia a sua jornada cuidando de seus ciclos e aprendendo com eles, ela então descobre ali mais sobre si mesma e sobre sua ancestralidade.
Sagrado feminino não tem nada a ver com feminismo, mas sim com o seu EU, é aquilo que fazemos quando ninguém está olhando, o sagrado feminino é como você lida com o seu íntimo, é como você se vê no espelho, é seu modo de se aceitar sem precisar que o mundo te aceite, é como você lida com sua personalidade, suas ações, é o seu modo de ser, de se sentir, de se achar nesse mundo, faz parte de você essa coisa única, esse modo único de vivenciar a sua vida, o seu corpo as suas próprias sensações.
A bruxa, a mulher em si é um verdadeiro mistério, o qual só pode ser desvelado se você assim o buscar, a mulher é constituída de ciclos, ciclos esses que estão intimamente ligados a lua e a terra. Muito desse poder e sabedoria é revelado em sua menstruação, portanto se desejas viver a bruxaria terás que desmistificar os mistérios de teu próprio sangue e se reconectar com seus ciclos.
Sei que para muitas mulheres é um tanto difícil, pois toda uma crença e tabu foi criado em cima disso, de que seu sangue é nojento, de que junto desse sangue vem todo um sofrimento, mas posso te afirmar manas, nada disso é verdade, nem há fundamento nessas crenças, você só as colocou na cabeça e convive com elas até hoje.
Teu sangue é vida, e é mais do que seu dever, é uma honra CULTUÁ-LO, afinal honrar seus ciclos também é honrar a LUTA de milhares de mulheres contra a opressão do patriarcado, pela liberdade durante todos esses séculos, é honrar sua ancestralidade e a toda potência feminina que é tão importante para a continuidade da vida, pense nisso.