CAPÍTULO 6 A Caixa de Madeira

665 Words
CAPÍTULO 6 A Caixa de Madeira Narrado por Caroline Subo ao meu quarto mas antes de entrar, vejo no fundo do corredor umas asas brancas. Mas que p***a. Decido ir até lá e ao virar o corredor, vejo as mesmas asas, perto da porta que dá acesso ao sótão e desaparecem. Apresso o meu passo e abro a porta, olho para o cimo das escadas, mas não vejo nada, decido subir. Os meus pais não gostam que ninguém vá lá acima, mas nós sempre fomos sem nos importar muito. O sótão é um lugar lindo, não é nada daqueles sótão escuros que só tem tralha e porcarias que já não servem para nada, não, o nosso sótão tem tudo o que era dos nossos antepassados, foi ficando ali mas sempre tudo limpo e arrumado. É um lugar enorme, bem ventilado e cheio de claridade. O melhor lugar para se ver toda a cidade, o lado das casas e o lado da imensa floresta. Fico ali um bom bocado, apenas a admirar a bonita vista da floresta. Durante o dia não parece assim tão assustadora, mas ela possui algo mágico. A floresta tem o nome de "Floresta Vermelha", diz a lenda que no passado, há uns mil anos, ali foi concebido o primeiro híbrido, filho de uma mãe loba e um pai vampiro, mas há também quem diga que foi nas Montanhas de Gelo, vai-se lá saber uma coisa que foi à séculos, enfim, continuando. A mãe que era uma lobisomem, era solteira mas apaixonou-se por um vampiro e mesmo contra os seus clãs eles se juntaram, estavam apaixonados, loucos de amor e ela acabou por engravidar e nasceu então esse híbrido. Que dizem as lendas era poderoso e todos o receavam, porque ele ainda por cima era imortal, nada o mataria. Os nomes ninguém sabe, ninguém ousa falar nisso. E o resto da história também ninguém conta. Já ouvi também murmúrios de que ali fazem bruxarias e feitiços, ainda nos dias de hoje. Balelas é o que eu acho. Bruxas e isso não existe. E a lenda, não sei, foi há mil anos, deus pai do Céu, já passou uma eternidade e acho mais ser uma história para assustar as crianças e o povo do que outra coisa. Sinto um forte arrepio, e um vento passa pelos meus cabelos, mas todas as janelas estão fechadas. Decido ir embora, mas antes de sair, uma coisa brilhante me chama a atenção, num canto de um dos armários. Vou para lá e vejo que é uma caixa, uma caixa de madeira antiga, mas é maravilhosamente bela. Tem várias figuras desenhadas na própria madeira, olho com atenção para perceber o que são as figuras. Então vejo uma fogueira no meio da caixa, e disperso pela caixa tem homens e mulheres que na imagem ao lado já não são homens nem mulheres, mas sim vampiros e lobisomens, vejo também figuras que me parecem as tão faladas bruxas, porque elas colocam o que me parece ser pozinhos no ar e outras com as mãos no ar em frente à fogueira. E por fim, vejo o que me parece ser uma figura feminina a ser sugada para dentro de algo, que não consigo perceber o que é. Tento abrir a caixa que tem uma pequena fechadura, mas ela não abre, está fechada à chave e por muita força que faça ela não move um único centímetro. Raios, abano-a a tentar perceber se tem algo dentro, mas nada se move lá dentro. Será que está vazia?? Mas se estivesse vazia porque estaria fechada à chave?? Hum, preciso de descobrir o que tem dentro. Procuro por alguma chave, mas não encontro nada. Estou intrigada, porque a fechadura me parece frágil mas não é, por muita força que eu faça ela não se mexe. Que estranho. Decido ir embora, escondo a caixa dentro de uma das gavetas e coloco roupas por cima. Não sei porque faço isto, mas o meu íntimo o diz para fazer.
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