CAPÍTULO 3 Barulho Grotesco

440 Words
CAPÍTULO 3 Barulho Grotesco Narrado por Caroline As festas que os Richmont dão, são sempre as festas mais glamorosas. A minha mãe diz que as dela são melhores e mais requintadas, por Deus, festas são festas, enfim. Entro de braço dado com o Cassius. Cassius é o meu namorado há dois anos e gosto muito dele, ele é alto, atlético, moreno, dono de uns olhos escuros misteriosos. O meu irmão Benjamin não vai com a cara dele, vai-se lá saber porquê, ele diz que não gosta e pronto, os meus pais também não gostam dele. O meu irmão, vai ali à frente, não quis trazer companhia, não lhe faltam mulheres, mas ele disse que não queria aturar nenhuma hoje. A festa tem muitas pessoas, pessoas a mais para mim. Passado um pouco, começo a sentir-me incomodada com o barulho ali dentro. Saio para o enorme jardim que eles têm e me surpreendo de não ver ali ninguém. Fico arrepiada, mas não é de frio. Sinto uma presença, mas olho em volta e não vejo viva alma. Ouço o barulho das pessoas dentro da casa, mas aqui, está silencioso. Respiro fundo e vejo um pouco à frente algo a passar tão rápido que me assustou. — Quem está aí? — pergunto, mas logo percebo que pela rapidez não podia ser uma pessoa. Começo a andar para o local onde vi algo ou alguém a passar, a minha curiosidade um dia ainda me vai dar problemas. E quando estou a chegar perto, sinto uma mão me puxar pelo ombro. — Onde vais? Olho para ele assustada. — Ai caramba ,Cassius, foi preciso me assustares? Ele me abraça pela cintura e me prega um beijo nos lábios, a sua língua pede passagem e eu dou. Ele me encosta num canto. — Estou louco de desejo por ti. — ele fala enquanto me beija o pescoço. — Quero-te aqui mesmo. — Estás louco? — eu digo, mas não o deixando me desgrudar, eu quero que ele entre em mim agora mesmo. Ele já está com a mão por baixo do meu vestido e com a outra desaperta as calças. — Camisinha — eu o lembro. Ele tira a camisinha do bolso, mas nem abre o plástico sequer. Ouvimos um barulho grotesco e fora do normal, como se alguém estivesse a urrar. Será que é um urso selvagem?? Mas aqui não há ursos! Eu fico assustada e por incrível que pareça vejo o Cassius calmo, calmo demais para uma situação daquelas. Mesmo na escuridão da noite vejo o seu olhar sombrio. Ele pega na minha mão e sem nada dizer, voltamos para dentro da festa.
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