CAPÍTULO 3
Barulho Grotesco
Narrado por Caroline
As festas que os Richmont dão, são sempre as festas mais glamorosas.
A minha mãe diz que as dela são melhores e mais requintadas, por Deus, festas são festas, enfim.
Entro de braço dado com o Cassius.
Cassius é o meu namorado há dois anos e gosto muito dele, ele é alto, atlético, moreno, dono de uns olhos escuros misteriosos.
O meu irmão Benjamin não vai com a cara dele, vai-se lá saber porquê, ele diz que não gosta e pronto, os meus pais também não gostam dele.
O meu irmão, vai ali à frente, não quis trazer companhia, não lhe faltam mulheres, mas ele disse que não queria aturar nenhuma hoje.
A festa tem muitas pessoas, pessoas a mais para mim.
Passado um pouco, começo a sentir-me incomodada com o barulho ali dentro.
Saio para o enorme jardim que eles têm e me surpreendo de não ver ali ninguém.
Fico arrepiada, mas não é de frio.
Sinto uma presença, mas olho em volta e não vejo viva alma.
Ouço o barulho das pessoas dentro da casa, mas aqui, está silencioso.
Respiro fundo e vejo um pouco à frente algo a passar tão rápido que me assustou.
— Quem está aí? — pergunto, mas logo percebo que pela rapidez não podia ser uma pessoa.
Começo a andar para o local onde vi algo ou alguém a passar, a minha curiosidade um dia ainda me vai dar problemas.
E quando estou a chegar perto, sinto uma mão me puxar pelo ombro.
— Onde vais?
Olho para ele assustada.
— Ai caramba ,Cassius, foi preciso me assustares?
Ele me abraça pela cintura e me prega um beijo nos lábios, a sua língua pede passagem e eu dou.
Ele me encosta num canto.
— Estou louco de desejo por ti. — ele fala enquanto me beija o pescoço. — Quero-te aqui mesmo.
— Estás louco? — eu digo, mas não o deixando me desgrudar, eu quero que ele entre em mim agora mesmo.
Ele já está com a mão por baixo do meu vestido e com a outra desaperta as calças.
— Camisinha — eu o lembro.
Ele tira a camisinha do bolso, mas nem abre o plástico sequer.
Ouvimos um barulho grotesco e fora do normal, como se alguém estivesse a urrar.
Será que é um urso selvagem?? Mas aqui não há ursos!
Eu fico assustada e por incrível que pareça vejo o Cassius calmo, calmo demais para uma situação daquelas.
Mesmo na escuridão da noite vejo o seu olhar sombrio.
Ele pega na minha mão e sem nada dizer, voltamos para dentro da festa.