VII

1018 Words
— Eu avisei. – Joseph estava nervoso. — A sua coelhinha está dando trabalho. Já não podemos mais colher como antes nem aí e nem aqui na Inglaterra porque aquele maldito juiz está no nosso pé, como se não bastasse está agindo com dois advogados Ingleses e uma agente do FBI, por aqui desconfiam de mim. — Eu tentei dar um jeito. Mas o Fabrício entregou os pontos. — Fabrício e Andreas foram resgatados. – Joseph cortou Matheo. — Você precisa dar um jeito nisso, ou estará encrencado. Aquela família são uns abutres e dariam tudo para tomar nosso poder. Maldita hora que deixei eles cuidarem das outras mercadorias. — Daremos um jeito. – Matheo respondeu. — Não sei. De qualquer forma o melhor jeito é abater a coelhinha.. Júnior.– Joseph limpou a garganta. — Acho que estamos sendo traídos, por um dos nossos. Quando eu descobrir vou eu mesmo executar.. Seja quem for. Matheo desligou o telefone com um embrulho no estômago, logo tudo estaria feito, e o pai podia querer mata-lo. — Bruno. — Sim senhor. — Redobre a segurança. Já devem ter dado falta daqueles porcos. Logo estarão aqui. **** Jamile estava meio dolorida, era uma dor boa até. Ainda sentia o toque de Matheo, com intensidade. Hoje ela não poderia sair do quarto, estava com o livro na mão, encarando o local onde o velho havia tombado. Ele bem que mereceu. Por outro lado, ela nunca mais iria dormir de luz apagada, tinha medo de sentir as mãos suadas dele no corpo dela. Matheo ainda não havia falado com ela, já estavam na metade do dia. A casa era um silêncio total. Até ela ouvir um tiro. Jamile levantou correndo e foi até a janela. Tinha um carro parado, um carro grande com as quatro portas abertas. A confusão era dentro da casa, mas só tinha dois homens ali, parados, até que um notou a presença dela, chamou a atenção do outro, e ambos sumiram porta a dentro. Estavam indo buscá-la. ****** Matheo Matheo escutou quando o carro entrou e derrapou na frente da casa, por pouco não derrubando a fonte de água que ele havia mandado colocar lá fora. Bruno abriu a porta, Matheo buscou a outra arma na última gaveta e saiu ao encontro dos homens. — O que querem aqui? – Ele saiu na frente, Bruno cobria ele. — O que você fez com os meus tios? – O mais velho dois dois falou. — Ele veio fazer a colheita e vender a sua droga, e vocês me mandam eles mortos. Como dois porcos abatidos. — E não é isso que eles são? Entraram aqui e abusaram da... Da minha garota. – Matheo mirava as duas armas, uma em cada cabeça.— Dão o fora daqui. Agora! — Não sem a garota. – Ele falou, e sorriu com quase todos os dentes de ouro. — Pra quê querem ela? – Ela tinha o olhar afiado. — Não é da sua conta o que Los Hermanos fazem. A garota é só uma filha de um viciado mesmo. Não tem valor algum. Nós. – Ele apontou para o outro e para si. — Vamos fazer justiça. Ou você enfia uma bala na cabeça dela. — Se eu não fizer? – Matheo continuava encarando o maldito. — Vamos ter um trabalho grande aqui. – Ele disse. — Nossa família é parceira a décadas, não vai querer acabar com nosso tratado de paz Júnior. Ou vai? Jamile ia ser estuprada pelos homens da família, e se não morresse durando o estupro, morreria depois de ser torturada. Ele já ficara sabendo de coisas horríveis sobre eles. — É melhor irem andando rapazes. – Matheo piscou para os dois. O mais velho disparou um tiro, que atravessou o ombro dele. Matheo mesmo com uma mão conseguiu atirar e mata-lo com um só disparo. Mas o outro correu para os quartos. Matheo foi atrás, Jamile estava correndo perigo. O desgraçado correu escada acima, virou a direita e parou em frente a porta branca, não deu tempo de abrir, Matheo atirou nas costas dele. — Errou a porta i****a. – Ele pegou a arma da mão do infeliz. — Esse é o banheiro. Bruno estava atirando contra um, o outro subiu a escada e tombou ali mesmo. — Senhor. – Bruno subiu correndo. — Abatidos. — Outros viram. Pega suas coisas. – Ele jogou a arma para Bruno. — Vou pegar a Jamile. estava sentada no chão com a mão nos ouvidos. Cada tiro era um pulo de pavor que ela dava. Até que Matheo abriu a porta e a colocou em pé. — Você está bem? – Ele examinou cada parte dela. — Estou.. – Jamile relaxou um pouco. — Presta a atenção. Estamos sendo caçados, precisamos dar o fora daqui. Matheo tinha os olhos quase negros agora. E respirava acelerado. — Para onde vamos? – Ela não conseguia parar de tremer, embora fizesse um esforço bem grande. — Ainda não sei. Só... Precisamos dar o fora daqui. E chegar na Itália. Jamile foi tirada para fora do quarto de mãos dadas com Matheo. Bruno apareceu com uma mala preta cheia de alguma coisa pesada. Provavelmente arma. Correram até a garagem , Jamile pulou para dentro de uma camionete preta e primeira vez em semanas viu onde estava. Havia uma estrada não muito longe, de onde estava só via partes do asfalto. tecnicamente, estava no meio do nada, e ninguém os veriam. porque a vegetação escondia tudo. Jamile tremia dos pés a cabeça. Tinha a impressão que mais alguém ia aparecer ali e acabar com eles. — O que vamos fazer com ela Senhor. – Bruno era o único calmo ali. — Precisamos dar um jeito na aparência dela e arrumar um passaporte falso. - Gente, eu estou aqui. - Ela bateu no banco furiosa. - Não me tratem como uma louca. Eu quero saber o que vai acontecer comigo! - Quer saber? - Matheo a encarou. - Vai ter que sair do país comigo. Já que estamos metidos nessa juntos,. Estavam mesmo indo para outro País...
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