PAREDE DE DESEJO

1409 Words
A parede fina entre os quartos não era suficiente para abafar os sons que vinham do outro lado. Gabriella estava deitada na cama, o corpo tenso sob o lençol de seda, os dedos apertando a borda do travesseiro enquanto ouvia cada palavra, cada risada baixa e provocante que escapava dos lábios de Magno. Ela sabia que ele não estava sozinho. Aline, aquela mulher de sorriso afiado e olhares calculados, tinha passado a noite toda no jantar de negócios lançando insinuações, tocando o braço dele com uma familiaridade que fazia o estômago de Gabriella revirar. Não por ciúmes — pelo menos, não só por isso — mas porque ela conhecia aquele jogo. Aline não queria Magno. Ela queria trans4r, e Magno, também. E estava funcionando. O som da voz de Magno, grave e rouca, atravessou a parede como se ele estivesse bem ao seu lado. "Você acha que eu não percebi como você me olhava durante o jantar, Aline?" A pergunta era retórica, carregada daquele tom autoritário que fazia a pele de Gabriella formigar. Ela podia imaginá-lo agora, encostado contra a parede ou sentado na beirada da cama king-size, os olhos verdes fixos na outra mulher enquanto desabotoava lentamente a camisa social, os músculos definidos se revelando sob a luz dourada do abajur de cristal. "Eu só… admiro um homem que sabe o que quer." A voz de Aline era melosa, fingindo timidez, mas Gabriella conhecia aquele tom. Era o mesmo que usava quando queria algo. "E você, Magno… você sempre soube." Um riso baixo ecoou. "Então você veio até o meu quarto para quê, exatamente?" Gabriella mordeu o lábio inferior até sentir o gosto metálico do sangue. Seu corpo respondia àquela troca como se fosse dirigida a ela, o calor se espalhando entre as coxas, a umidad3 crescendo na calcinha de renda preta que havia colocado antes do jantar, esperançosa. Patética. Ela sabia que não deveria — que era errado, que ele era seu padrinho, que a diferença de idade era obscena, que a dinâmica entre eles era uma linha que nunca deveria ser cruzada. Mas o som daquela conversa, a promessa velada de dominação e prazer, fazia seus dedos coçarem para deslizar sob a cintura. "Para ver se você é tão bom em cumprir promessas quanto em fazê-las." Aline não estava mais fingindo. Sua voz era grossa, quase ofegante, e Gabriella podia ouvi-la se movendo, o farfalhar de tecido sendo arrancado, o estalo de um sutiã sendo desfecho. "Ou será que você só gosta de dar ordens nos negócios?" O silêncio que se seguiu foi carregado, até que Magno respondeu, a voz tão baixa que Gabriella teve que prender a respiração para ouvir: "Venha aqui." Não foi um convite. Foi uma ordem. O som de passos apressados, depois o baque surdo de um corpo sendo empurrado contra a parede. Gabriella fechou os olhos, imaginando: Aline, as costas arqueadas, os sei0s pressionados contra o peito largo de Magno enquanto ele a imobilizava com uma mão no pescoço, a outra já explorando sob a saia justa. "Assim, gostos4. Você veio aqui para ser minha, não foi?" "Sim…" A resposta de Aline foi um suspiro, quase um gemid0. "Todo mundo sabe como você é. Como você… toma o que quer." Magno riu, um som dark, satisfatório. "E você acha que sabe o que eu quero, Aline?" "Eu… eu quero que você me mostre." O estalo de um tapa ecoou, seguido por um grito abafado. Gabriella arquejou, a mão finalmente escorregando para baixo, os dedos encontrando o calor úmid0 entre as pernas. Ela não deveria estar ouvindo aquilo. Não deveria gostar. Mas o som da palma de Magno batendo, o gemid0 subsequente da mulher, faziam seu clitór1s latej4r como se fosse ela ali, sendo dobrada sobre os joelhos dele, a saia levantada, a calcinha rasgada. "Você gosta quando eu comando, não é, Aline? Já fechamos muitos negócios bons assim" A voz de Magno estava mais rouca agora, o controle se desvanecendo na borda de algo mais primitivo. "Adoro, Magno." Aline ofegava, as palavras saindo entrecortadas. "Você é tão dominador, tão homem. Me sinto completamente sua." "E você é toda minha agora, sua putinh4." Gabriella gem3u baixinho, os dedos trabalhando em círculos rápidos sobre o clitór1s inchad0, imaginando aquelas palavras saindo da boca de Magno para ela. "Put4." "Minha." "Agora." Ela mordeu o travesseiro para abafar o som, os quadris se levantando da cama enquanto os gemid0s do outro lado da parede ficavam mais altos, mais desesperados. O ritmo dos corpos batendo contra a madeira era inconfundível — Magno fodend0 Aline com força, cada estocad4 acompanhada por um grunhido, um grito agudo. "Mais, porr4! Assim, Magno, me fod3! Mais forte!" Aline não estava mais fingindo ser uma dama. Era só uma cadel4 no ci0, e o som da sua voz quebrando, os pedidos obscen0s, faziam o desejo de Gabriella arder como fogo. "Você quer que eu goz3 dentro dessa sua bocet4 apertada, é?" Magno não estava perguntando. "Vai tomar todo o meu leite, sua vadi4." "Sim, sim, me enche" O grito de Aline foi cortado por um gemid0 longo, tremido, e Gabriella sentiu o próprio orgasm0 se aproximando, as coxas tremendo, os dedos molhados escorregando com facilidade enquanto ela imaginava Magno acima dela, os olhos verdes queimando com posse, as mãos grandes a segurando pelos quadris enquanto ele a penetrav4 sem piedade. "Padrinho" — a palavra ecoou em sua mente, suj4 e proibida, e foi isso que a levou ao limite. Ela goz0u em silêncio, o corpo sacudindo, os lábios selados contra o travesseiro para engolir os gemid0s que ameaçavam escapar. Do outro lado da parede, os sons não paravam. A cama rangia agora, o ritmo mudando, Magno deve ter jogado Aline sobre o colchão, deve estar montando nela, as mãos apertando seus sei0s enquanto ele a fodi4 com estocad4s profundas, implacáveis. "Isso, sua putinh4. Toma esse p4u. É todo seu." Gabriella ainda tremia, a respiração ofegante, mas não tirou a mão de entre as pernas. Em vez disso, continuou se tocando, devagar agora, prolongando o praz3r enquanto ouvia Aline choramingar, "Não para, não para, eu sou sua, eu sou sua—" E era isso que doía. Porque não era ela. Gabriella rolou para o lado, os olhos ardendo, e enterrou o rosto no travesseiro. O cheiro de Magno parecia estar ali — o perfume caro, misturado com algo mais masculino, mais animal. Ela o havia sentido antes do jantar, quando ele ajustou o colar de pérolas em seu pescoço, os dedos roçando sua clavícula por um segundo a mais do que o necessário. "Você está ótima, Gabi." Sua voz tinha sido suave, quase paternal. Mas seus olhos… seus olhos tinham descido, apenas por um instante, para o decot3 do vestido, e ela tinha sentido o calor daqueles segundos como uma queimadura. Agora, enquanto ouvia Aline gem3r "Mais, seu macho gostos0, me com3 todinha, vai", Gabriella se perguntava como seria se fosse ela ali. Se, em vez de ajustar o colar, Magno tivesse pressionado seu corpo contra a parede, se suas palavras tivessem sido suj4s em vez de gentis. "Você é minha afilhada, Gabi. Mas isso não significa que você não possa ser minha de outros jeitos, não é?" Ela goz0u de novo ao imaginar, desta vez com um soluço abafado, as unhas cravando no lençol. A vergonha veio depois, quente e ácida, mas não suficiente para apagar o fogo que ainda queimava dentro dela. Do outro lado da parede, Magno grunhiu algo, seguido pelo som molhad0 de pele batendo, mais rápido, mais urgente. Aline gritou, o orgasm0 dela claro, descontrolado, e então — silêncio. Só a respiração pesada de dois corpos saciados, o ocasional farfalhar de lençóis. Gabriella ficou imóvel, ouvindo, esperando. Até que, finalmente, a voz de Magno quebrou o silêncio, baixa, quase carinhosa: "Você foi uma boa garota, Aline. Mas agora é hora de ir." Pouco tempo depois, a porta do quarto se abriu e se fechou. Passos se afastando pelo corredor. E então, só o silêncio. Gabriella permaneceu deitada, o corpo ainda formigando, a mente uma tempestade de desej0s que ela não podia — não devia — realizar. Mas enquanto ouvia Magno se mover no quarto ao lado, a torneira da banheira sendo aberta, a água enchendo a banheira de mármore, ela soube uma coisa com certeza: ela não ia conseguir dormir naquela noite. Não enquanto ele estivesse tão perto. Não enquanto seu corpo ainda ardesse com a necessidade de ser dele.
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