A noite não estava nem pela metade ainda, mas Neffyl já estava com sua cota de ódio até o topo. Então a família toda estava reunida na cidade, malditos miseráveis.
_Dessa vez vou garantir que não sobre ninguém.
_Por que está tão irritado_ A voz melodiosa de Serena invadiu o ambiente_ Problemas no paraíso?
Neffyl a olha f**o e continua de costas, olhando para a lareira. Maravilha...a noite não poderia ficar pior.
_Não começa! Minha paciência está tão curta quanto esse seu vestido ridículo.
Serena sorri ao se sentar, o provocando. Neffyl era o homem mais arrogante, c***l e extremamente gostoso que ela conheceu.
_Qual é Neffyl pensei que estivesse realizando seu sonho épico.
Serena pisca para ele, o provocando. Tudo estava indo tão bem, Isabel estava tão envolvida com ele, mas Klaus Mikaelson teve que por os pés na cidade.
_Você só tinha um trabalho Serena_ Ele se vira lentamente a olhando nos olhos_ Manter o maldito híbrido na Tailândia, e nem isso foi capaz de fazer. Tem como você ser mais inútil?
_Quantas vezes vou ter que dizer que ele se mandou. De algum jeito ele soube_ A loba se justifica_ Ele apenas escutou um rumor de que a, "princesa" estava viva, e correu pra cá. Na verdade, como é que essa v***a está viva.
Neffyl sorri se aproximando da loura no sofá, se inclina sobre ela a medida que seus rostos ficam a poucos centímetros de distância. Até que sua mão segura o queixo dela com tamanha força que a faz soltar um gemido de dor.
_Cuidado com a língua Serena_ Neffyl beija seu rosto ainda segurando seu queixo o apertando mais, fazendo lágrimas rolarem pela face da moça_ Não queremos repetir o mesmo castigo anterior não é...ou já esqueceu que falhou em Nova Orleans como Megan.
Serena ainda presa por ele, tentava não gritar de dor.
_Me responde amor_ Neffyl com a outra mão, puxa seus cabelos fazendo o rosto da loba se aproximar mais, sem soltar de seu queixo_ Você quer repetir a dose?
_N... não.
_Ótimo! Então seja útil dessa vez, se não vou me ver obrigado a...esfolar você...de novo, mas dessa vez será serviço completo.
Serena é solta e suas mãos massageiam o queixo.
_Foi você não foi_ Neffyl a olha sem entender_ Foi você que causou o acidente dela, e a trouxe pra cá.
_É óbvio que sim. Ou você pensou que eu deixaria Alaric Saltzman por as mãos nela_ Serena o olhava atenta_ Planejo isso a mais de mil anos Serena, não seria um caçador que colocaria tudo a perder.
_E quanto a menina. Quando vou ter que pegar ela.
_Quando for a hora certa. Primeiro Isabel tem que estar tão apaixonado por mim, que Klaus Mikaelson será uma mera lembrança esquecida, assim como toda a família dele.
[...]
Elijah girava o líquido alcoólico devagar no copo. Sentado na poltrona em um ponto escuro da sala, ele viu o irmão Niklaus entrar como um gato sorrateiro.
_Boa noite irmão_ Niklaus para no meio do caminho_ Estava aqui me perguntando, onde exatamente você estaria...por que me desculpe se eu acho duvidosa a sua saída pela cidade, exatamente no dia em que descubro que a mãe da minha filha, está trabalhando no restaurante da cidade.
Klaus se vira sorrindo. Elijah estava sério , seu rosto bonito um pouco oculto pelas sombras lhe davam um ar mais sombrio...mas nada se comparava ao verdadeiro mostro que ele realmente era.
_Que foi Elijah. Está com medo de que eu estrague seu plano brilhante? Que é ficar sentado bebendo, esperando a Isabel bater na nossa porta?
Elijah se levanta virando o restante do líquido ardente.
_Ah... finalmente chegamos ao ponto principal dessa discussão tosca e ridícula_ Klaus entra na sala ficando poucos metros do irmão_ Tudo que importa pra você, é se Isabel vai se lembrar, ou se Isabel ainda ama você...
_Do que você tá falando_ Klaus se aproxima mais do irmão_ Enquanto você está aqui brincando de casinha com a Hayley, eu estou tentando trazer pra casa a mãe da sua filha.
Elijah encara o irmão.
_Espero que seja isso irmão, porque a única coisa importante aqui é que Isabel conheça a filha dela. Então não interfira em nada.
Klaus é deixado sozinho. Como foi difícil se segurar para não tira-la daquele restaurante pela mão, e leva-la para casa. Mas Elijah tinha razão, tudo teria que ser feito com cautela.
_Em breve você vai estar em casa meu amor.
O hibrido sai para a varanda da casa. No topo da escada Elijah ouviu suas palavras, ele se mantia firme perante a situação, mas entendia o irmão perfeitamente. Antes de Isabel ser a mãe de sua filha ela foi o amor épico de Niklaus, então no fundo não podia julga-lo por ir vela a distancia sendo que ele mesmo havia feito isso.
[...]
Alguns dias se passaram, o fim de semana havia se iniciado e Isabel foi chamada para comparecer no restaurante.
_Bom dia Isabel_ Roy a cumprimentou sorridente_ Sei que não é seu turno mas tenho algumas entregas para fazer e não vou poder cobrir todas, pensei que talvez você pudesse me dar uma força.
_Claro_ Isabel olha para as anotações sobre as caixas_ Fico com essas?
_Sim. E eu vou para a escola Salvatore, esse fim de semana as crianças foram para casa e assim o diretor gosta de reabastecera despensa.
A bruxa lê novamente as instruções e pega as caixas indo para o carro. Após uma hora de entregas pela cidade, ela finalmente faria a ultima. Era um pouco mais afastado do centro da cidade mas ela seria rápida. O carro entra na estrada de asfalta e logo a bruxa pode avistar a placa.
_Ok! Mansão Lockwood lá vamos nós_ O carro para na entrada principal, o portão se abre e Isabel seguiu em frente, seus olhos percorrem o lugar rapidamente, era uma propriedade muito bonita. O carro é desligado e logo as caixas são carregadas até a porta de entrada. Isabel toca a campainha. Ela olha para seu reflexo na porta de vidro, seu cabelo estava no lugar ainda. A porta é aberta e uma menina na idade de oito nove anos aparece.
_Olá_ Isabel sorri para ela, mas a garotinha a olhava com olhos regalados_ Ah...poderia chamar sua mãe por favor, tenho uma entrega..._ A bruxa para de falar e olha fundo nos olhos da menina.
_Madsy já disse para não atender a porta sem mim_ Uma mulher de cabelos castanhos escuros aparece e solta e suspiro de espanto ao ver Isabel na entrada.
_Meu Deus.