Maya Narrando Eu m*l conseguia respirar. Corri até meu quarto, bati a porta e me joguei na cama como se o colchão pudesse absorver a culpa, a raiva e o medo que estavam transbordando em mim. Ele mandou invadir. Meu pai… mandou invadir. Eu vi nos olhos dele. Vi a frieza. A convicção de quem achava que estava fazendo justiça, mesmo que isso significasse destruir vidas. Inclusive a dele. Do Nicolas. Meu coração disparava só de pensar. Será que ele estava bem? Vivo? Ferido? Preso? Liguei o celular e vasculhei grupos, redes sociais, qualquer rastro de informação. Nada concreto. Só boatos, vídeos cortados, gritos ao fundo… e um trecho de áudio que fez minha espinha gelar. — Recua, recua! Tão vindo de trás também!”l A voz era dele. Ofegante. Com raiva. Com medo. Nicolas. Apertei o celular

