Nicolas Narrando Mano… Primeiro veio o breu. Depois, uma dor filha da p**a no peito. Achei que tinha descido pro caixão de vez. Mas aí, no meio da escuridão, ouvi a voz dela. Suave, tremida… Era a Maya. Abri os olhos devagar, a luz do quarto me cegou. Tudo branco, tudo estranho. Um apito doido no ouvido. Os olhos ainda pesados, mas meu coração soube. Tava vivo. Tentei mexer os dedos, a mão tava presa com uns fios, uns bagulho estranho. Mas não me importava. — Maya… — sussurrei, mas saiu mais fraco que pensamento. Ela encostou do meu lado rapidinho, os olhos cheios d’água. Tava linda até chorando, cê acredita? — Calma, amor… você tá no hospital. Levou um tiro… mas tá vivo. — a voz dela saiu tremida, mas firme. — Cê tá bem? — perguntei, engolindo seco. Ela assentiu com a cabeça, peg

