Nicolas Narrando Acordei com o lado da cama vazio e gelado. Estranhei de cara. Maya sempre dorme agarradinha em mim, tipo se fosse meu cobertor favorito. Olhei pro relógio. Já era quase onze da manhã. — Caraca... ela não voltou pra cama? Me levantei com o coração batendo torto. A casa tava num silêncio que me dava agonia. Fui direto pro banheiro... nada. Cozinha... vazia. Sala... vazia. E quando cheguei no canto da mesa, vi um papelzinho dobrado. A letra dela. Só de bater o olho, meu peito já apertou. — Nicolas, Eu precisava respirar. Tô na casa da Júlia. Não tô indo embora da nossa história... só tentando entender se ainda existe uma. Cuida de ti. – Maya. Fiquei ali, com o bilhete tremendo na minha mão, como se fosse uma granada prestes a explodir. Minha mente já começou a rodar mil

