Maya Narrando Júlia saiu do banho enrolada na toalha, toda empolgada, com aquele sorrisinho de quem tava doida pra meter o pé no mundo e esquecer do marido mala dela. Já eu... ainda tava ali, sentada na beirada da cama, olhando pro vestido preto jogado em cima da cadeira e pensando se eu devia mesmo ir. — Maya, pelo amor de Deus, não começa! — ela falou, já catando o secador pra ajeitar o cabelo. — Tu vive dizendo que quer sair, respirar, viver… agora que tem chance, vai amarelar? — Não é isso, é que… — suspirei fundo. — É o Nicolas. Ele vai tá lá. — Ótimo! Melhor ainda. — Ela me encarou pelo espelho. — Vai linda, maravilhosa, pisa com força e mostra o que ele perdeu. Revirei os olhos, mas no fundo… ela tava certa. Eu precisava disso. Precisava lembrar quem eu era antes desse furacão

