Julia Narrando O gosto amargo daquela discussão ainda estava na minha boca. Eu podia até fingir que tava tudo bem na frente da Maya, mas por dentro… eu tava em pedaços. Ver ele ali de novo, invadindo meu espaço, me lembrando de tudo que lutei pra enterrar… foi como um soco no estômago. Depois que ele foi embora, eu só queria desaparecer. Mas aí vi o olhar da Maya, firme, ao meu lado, e aquilo me deu força. Ter ela aqui me fez lembrar que eu não tô sozinha. Não mais. Fui pro quarto depois de um tempo, precisava respirar. Fechei a porta e encostei a testa na madeira. Lágrimas teimaram em cair, e eu deixei. Por que guardar mais? Sentei na cama e puxei o celular. Tinha uma notificação do Magrão. Só o nome dele na tela já me trouxe um calor diferente. Como se, mesmo no meio do caos, ainda ex

