27- Maya

1137 Words

Maya Narrando A água quente escorria pelo meu corpo, mas era como se não fosse suficiente pra lavar a bagunça que tava dentro de mim. Fechei os olhos e encostei a testa na parede do banheiro. Tentei me concentrar só na sensação da água, no vapor, no cheiro do sabonete… mas a mente não desligava. Não parava de pensar no que a dona Cida me disse. — Às vezes, a gente só cresce quando as estruturas antigas caem. Será que eu tava pronta pra deixar tudo ruir? Nicolas era caos. Era fúria e desejo. Era verdade nua e crua. E mesmo com tudo o que eu sabia, com tudo que meu pai odiaria, eu não conseguia não amar aquele cara. Não amar aquele jeito torto dele de me olhar como se eu fosse tudo. Como se ele visse em mim a mulher que eu nem sabia se existia ainda. Me vesti devagar, cada peça de roupa

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