Meses depois... O sol da tarde de outono aquecia suavemente o parquinho enquanto Noah, com seus quase dois anos, cruzava a grama correndo em minha direção. Seus cachinhos loiros, antes tão curtos, agora balançavam a cada passo, e a alegria pura estampada em seu rosto era um bálsamo para a saudade constante que me assombrava. - Mamãe! - ele gritou, a voz infantil carregada de um entusiasmo contagiante. - Blinca! - Pequenas mãos agarraram as minhas, puxando-me com uma energia inesgotável em direção aos balanços. Um sorriso brotou em meus lábios, a resistência impossível diante daquele chamado inocente. Mas a imagem de Ava, minha barriga agora proeminente anunciando seus quase nove meses, invadiu meus pensamentos. - Calma, meu amor. Quer que a irmãzinha se machuque? - brinquei, acariciando

