Bons modos

958 Words
NARRAÇÃO DE JHONNY... Acordei da melhor forma... Jade movimentava-se debaixo do cobertor, agarrou meu päu que já estava duro. Sempre amanhece muito duro. Ela já conhece bem, sabe como adoro fazer amor na parte da manhã, assim fico disposto o dia todo. Meu humor melhora e me sinto mais leve... Os lábios gelados dela deslizaram por todo meu päu. Gemi segurando sua cabeça que estava debaixo do cobertor. Me movimentei subindo e descendo, revirando os olhos. Aos poucos foi aumentando a velocidade, conforme molhava mais e mais. Mordi meus lábios ao sentir sua língua rodopiar na glände do meu päu, tornando a mergulhar o comprimento dele em sua boca. Sorri de prazer de olhos fechados. Jade subiu lentamente lambendo meu abdômen e os piercings dos meus p****s. Ela tirou o rosto debaixo do cobertor e olhou para mim com um sorriso sapeca. Seus cabelos estavam bagunçados. — Bom dia. — Ela sussurrou encaixando sua bocetä em meu päu. — Bom dia... — Sussurrei segurando seu quadril. E o nosso dia foi bom mesmo, nossa manhã foi maravilhosa com minha mulher quicando em meu päu. Transamös por um bom tempo, até gozarmos juntos. Jade me puxou pelas mãos aos risos, totalmente nua. Sei bem o que deseja. Ama tomar banho de banheira comigo. Mimei minha esposa naquela manhã, beijando-a de língua dentro da banheira, sussurrando em seus ouvidos o quanto é linda e o quanto a amo. Mas minha vida não é só lazer. Precisei me despedir dela depois do nosso café da manhã. Saí de casa pronto para enfrentar mais um dia de trabalho. Confesso que, no fundo, queria ler mais um capítulo do meu diário, mas acho que vou ler apenas à noite, antes de dormir, quando a casa estiver silenciosa. Passei na casa da Árya para ver meu neto. Ele está forte e esperto. Falta pouco para dar seus primeiros passos. Árya ficou sorrindo olhando-me chamar Lucca, desejando ver meu neto dar seus primeiros passos. Mas ele só gargalhava e continuava engatinhando. — Pai, tentei me aproximar de Maxine, mas ela é muito fechada. — Está sendo uma boa filha, está fazendo sua parte, e sinto orgulho disso. Agora preciso sair, os capangas me esperam para treinar. Tenha um bom dia, filha. Árya se despediu me abraçando. Na primeira hora, treinei alguns capangas no tiro ao alvo. Depois ordenei que um deles chamasse o veterinário para fazer exames de rotina nos animais. Olhei para a direção do treinamento de luta. Sabia que, pela hora, Maxine já estaria em treinamento. Abri a porta e lá estava ela, sozinha, socando o saco de pancadas. — Quando socar, prenda a respiração, assim você se concentra e soca mais forte. — Falei me aproximando, segurando o saco de pancadas na intenção de ajudá-la. — Sua irmã conversou comigo. — Ela falou e fez o que mandei. Prendeu a respiração e socou com força. — Se deram bem? — Ela é gentil. Maxine novamente socou, mas esqueceu de prender a respiração. — E...? — Arqueei as sobrancelhas. Ela parou ofegante, tirando suas bandagens das mãos. Secou a testa completamente suada. — Sr. Jhonny, eu sou grata por me ajudar, mas não quero falar sobre o que deseja. — Maxine, vamos lá! Eu só preciso de nomes! — Quem é aquele rapaz? Nunca vi alguém novo na fazenda. Percebi que Maxine tentava mudar de assunto. Afinal, demonstrava total desinteresse. — Filho do Peter. Eles estão com problemas, trouxemos ele para cá na esperança de arrumar as coisas. — Que problemas? Maxine sentou no tatame se alongando. — Ele descobriu que é adotado. Ficou revoltado e não fala com os pais. Maxine revirou os olhos e bufou demonstrando total desprezo. — Que idiotä. — Como? — Por acaso ele foi maltratado? — Não mesmo. Coloquei as mãos na cintura querendo rir, pois sinto o mesmo. Tempestade em copo d'água. — Existem pessoas que reclamam de barriga cheia, eu tenho preguiça disso. Maxine levantou ficando em posição pronta para uma luta. — Aposto que está com hematomas... — Falei reparando na blusa preta de mangas compridas e na calça de lycra comprida. — Muitos, mas aprendi. Quero treinar. Peguei as bandagens e enrolei em minhas mãos. Normalmente deixo ela treinando com o treinador, mas, pelo visto, o cara está atrasado... ou cansado dela depois do show de ontem. Ao menos naquela manhã ela não estava treinando para apanhar. Escutava e seguia os conselhos. Mas é claro que levava alguns tombos, só para mostrar que ainda precisa aprender muito! Confesso que torcia para Árya crescer e ser assim: animada, treinando e focada. Mas sei que ela é delicada como Jade. É amorosa, ama intensamente a família, e isso é tudo para ela. Mesmo não fazendo o que eu desejava, meu amor nunca diminuiu. Pelo contrário. Aprendi a amar a filha que tenho e não a filha que desejei que fosse. E se hoje ela mudasse, acho que sentiria melancolia caso minha menina deixasse de ser quem é. Paramos ofegantes quando a porta se abriu. Sorri ao ver Thiago, filho do Peter. Maxine parou de treinar ofegante, virou de costas tirando novamente as bandagens das mãos. Parecia totalmente desinteressada em cumprimentá-lo. — Fala, Thiago! — Bom dia, tio Jhonny. Leonardo falou que aqui tem um saco de pancadas, queria treinar um pouco. Normalmente não frequento academia, faço exercícios em casa e treino boxe. — Legal! Se junte a nós. — O convidei com simpatia. Mas Maxine pegou sua bolsa de treino, colocou a alça no ombro e calçou o tênis. — Eu vou tomar uma ducha, estou cansada. Ela passou por Thiago sem se esforçar para dar um simples bom dia. Respirei fundo. Vou ter que ensinar essa garota a ter bons modos com as pessoas.
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