Dante
Dante- você está bem ? ele machucou você?
perguntei muito nervoso, eu já notei que ele bateu no rosto dela, mais o que eu queria saber mesmo é se o desgraçado chegou a fazer o que pretendia com o seu corpo, só de imaginar meu corpo tremia de ódio.
Tereza- ele me deu um soco no rosto e alguns tapas também, mais não passou disso você chegou bem na hora que ele estava me tocando com aquelas mãos imundas dele.
ela falou com desprezo e nojo limpando as lágrimas do rosto, eu senti um alívio do c*****o, se ele fizesse coisa pior eu nunca iria me perdoar por ter acontecido aqui no meu morro embaixo dos meus olhos.
Dante- vou me lembrar bem disso pra poder arrancar com gosto as mãos dele depois.
Tereza- Dante eu pensei que nunca mais iria passar por isso, estava até pensando em procurar por ele, preciso de uns documentos que ficou na casa que era da minha mãe, pra fazer a matrícula na escola.
Ela disse triste.
Dante- não acredito que você iria fazer isso sem falar comigo antes, poderia ter ser bem pior você ir atrás dele sozinha preta.
Tereza- é agora tô percebendo isso.
Dante- pois é, bom vamos embora, vou levar você pra casa precisa cuidar desse rosto aí.
passei o braço por cima do seu ombro e caminhamos até a minha moto, eu subi e ajudei ela a subir na minha garupa, ela segurou firme na minha cintura e eu liguei a moto e fui descendo o morro até a casa dela.
Não demorou muito e já estacionei na frente do portão da casa dela, ajudei ela a descer, ela abriu a porta com as chaves, e eu nem esperei ela me convidar pra entrar, eu entrei junto, fui direto na cozinha pra pegar gelo, a casa ela pequena e simples, mais tudo arrumado, gostei de ver que ela está bem aqui, enrolei o gelo em um pano que estava por ali.
Fui até a sala ela estava deitada no sofá, eu me abaixei próximo ao seu rosto e coloquei o gelo na sua Buchecha que está inchada e com um pequeno corte.
Tereza- por que tá fazendo isso por mim Dante? depois de tudo que você viu hoje lá com o lance do JP, por que você foi atrás de mim? por que me salvou?
ela perguntou com a voz baixa, me olhando nos olhos.
Dante- pra falar a verdade preta eu queria acabar com a tua raça pelo bagulho que aconteceu, mais quando eu vi você ali eu nem reconheci que era você eu só ia ajudar a mina naquela situação, jamais iria deixar uma mulher ser agredida daquela forma e não ia fazer nada.
Tereza- então você tá dizendo que teria feito por qualquer uma até mesmo por uma estranha, isso é legal da sua parte Dante.
ela falou baixando o olhar triste como se tivesse decepcionada e eu entendi.
Dante- mais não era qualquer mulher né Tereza, era você, a minha mulher, acha mesmo que eu ia deixar malandro meter a mão em você assim e não ia fazer nada?
Tereza- eu sinceramente não sei o que pensar de você, você fala bonito mais não sei se posso confiar nas suas palavras.
Dante- o preta até quando você vai ficar nesse bagulho de me ignorar? o que eu preciso fazer pra tu entender que sem você eu não sou nada, tô com mó saudades de nós dois juntos, sinto falta do seu cheiro, falta do seu beijo.
Nessa hora eu parti pra cima dela, iniciei um beijo urgente naquela boca macia, e ela correspondeu, sua língua quente na minha me deu um t***o da p***a, mais não queria assustar ela, ainda mais depois de tudo que ela passou hoje, me afastei.
tereza- Não dá Dante, eu não consigo esquecer o que você fez aquele dia, ou melhor não fez, nós dois juntos talvez não seja o melhor momento, você tem muitas questões pra resolver com você mesmo.
ela falou seria, e o pior é que ela não tá errada, eu quero ela eu desejo ela, mais também não quero magoar ou decepcionar ela de novo.
Dante- Eu sei que não fiz na hora preta, todos os dias isso martela na minha cabeça me fazendo lembrar que fui um cuzão com você, eu vacilei ali na tua presença não ti dei assistência, mais eu saí da cúpula aquelas pessoas não fazem mais parte do meu corre, aquele não é o meu lugar, muita coisa mudou dentro de mim e muita coisa ainda tô repensando e além do mais eu matei aqueles dois infelizes assim que você saiu da casa do barão, a essa hora Débora e o advogado estão apodrecendo embaixo da terra.
Tereza- é sério isso Dante? você sabe que eu não queria que matasse ninguém né?, eu não quero que seja um monstro.
Dante- o bagulho é louco você sabe, eu não fui criado pra resolver as coisas na base da conversa tereza, sempre aprendi que ouvir histórias de quem vacilou é perca de tempo.
falei baixando a cabeça, lembrei das palavras do meu pai quando me botou no crime, ele sempre me dizia o que fazer e o que não fazer.
Tereza- eu não sei não Dante eu sou grata pelo que você fez hoje, se não fosse você eu nem sei o que teria acontecido, ou melhor sei bem né, mais eu preciso de um tempo só pra mim, preciso pensar, vai ser difícil ter confiança em você de novo.
Dante- tudo bem faz teu tempo, mais não me afasta de você preta, me deixa por perto nem que seja como amigo, eu preciso de você perto de mim.
Tereza- tá bom, mais só como amigo.
Dante- já é um começo, agora eu tenho que ir os menor estão me esperando.
falei me levantando.
Tereza- Dante adianta eu falar pra você entregar ele pra polícia? eu posso ir até a delegacia e fazer uma ocorrência contra ele, ele vai pra cadeia e vai pagar pelo que ele fez comigo.
Dante- não, não adianta nada, ele vai pagar pelas minhas mãos eu sou o juiz dele hoje, mais só de você ter está intenção preta me mostra que você é bem melhor que eu.
eu ri, ela só revirou os olhos, eu dei um beijo na testa dela.
Dante- eu vou indo lá, a gente se tromba.
Tereza- se cuida.
Dante- sempre.
Sai da casa dela, subi na moto e fui acelerando pro alto do morro onde fica a salinha.