Tereza
Olhei pra ver quem era, e era o Fernando no seu carro.
Fernando- entra aqui maluca, eu levo você, não precisa ir andando.
eu não respondi nada, eu nem sei pra onde eu vou ir, eu estava confusa depois de tudo que aconteceu, mais de uma coisa eu sabia eu não conseguiria ir longe naquele salto alto, então só entrei no carro, sentei no banco carona e fiquei em silêncio.
Fernando- você briga bem em marrenta, fez um belo estrago no rosto da Débora.
ele disse sorrindo, eu não sei se queria entrar nesse assunto agora, eu fui muito humilhada está noite e na estava me sentindo bem, precisava trocar de assunto.
Tereza- Fernando não quero ir pra casa do Dante, eu preciso ficar sozinha está noite, tenho muita coisa pra pensar.
falei seria.
Fernando- eu não posso levar você pra minha goma, você entende né? Dante é meu irmão e não quero ele com maldade pro meu lado.
ele falou sério.
Tereza- Eu não me importo com nada que ele pense de mim, mais eu te entendo sim, você tem algum lugar seguro onde eu posso ficar está noite? só até eu por a minha cabeça no lugar?
falei encolhida no banco, se o Fernando não me ajudar eu nem sei pra onde eu vou ir.
Fernando- vou deixar você na casa da minha coroa ela mora ali no morro, mais na parte de baixo, tem um quarto sobrando, fica ali até resolver o que você vai fazer da sua vida.
ele falou simples.
Tereza- tem certeza? eu não quero incomodar.
Fernando- fica suave, a minha coroa é firmeza.
Tereza- obrigado Fernando.
falei baixinho, pelo menos já tinha um lugar seguro pra poder descansar.
Fernando- mais vou te passar uma visão marrenta, o Dante te ama pra c*****o, ele é maluco por você, e na reunião hoje foi f**a ele já saiu zuado de lá, o barão tá pedalando a mente dele legal, da um desconto pro meu irmãozinho ele é gente boa só tá passando por muita merda.
ele falou me olhando, eu sabia que ele só estava pensando no Dante que é seu melhor amigo, mais ninguém pensou em mim, e no que eu senti ao ser humilhada na frente de todas aquelas pessoas que nem me conhece, não sabem nada sobre mim, nada sobre a minha história, tão cedo não vou esquecer isso.
tereza- Eu entendo que você em quer defender o seu amigo, mais a verdade é que nada disso importa, Fernando ele estava lá, ele ouviu o que eu ouvi, e ele não fez nada, ele não me defendeu, você tem noção de como eu estou me sentindo?
falei sentindo a dor de como se fosse uma facada pelas costas, que amor é esse que não foi capaz de me defender? ele ouviu aquela mulher me dizendo tudo aquilo e ficou parado sem fazer nada, foi um covarde.
Fernando- eu tô ligado, isso foi f**a.
ele falou com uma voz triste, acho que o Dante não surpreendeu só a mim, o Fernando também parecia abalado, por essa nem o Fernando esperava.
Depois de um tempo na estrada em silêncio, o Fernando chegou no morro da Rocinha, subimos só um pouco o morro e ele já estava na frente de uma casa pequena e simples, mais muito boa, descemos do carro e ele foi entrando na frente, abriu a porta da entrada e luz da sala estava acessa, mais não havia ninguém ali.
Fernando- mãe, tá acordada? eu trouxe uma amiga.
ele gritou, derrepente vem uma senhora, lá da cozinha com um sorriso simpático.
Dora- o menino doido por que tá gritando tanto a essa hora?
ela falou pra ele.
Fernando- desculpa mãe, é uma emergência, dá pra uma amiga ficar aqui com você está noite? amanhã vamos ver o que ela vai querer fazer.
falou olhando pra mim.
Dora- claro que sim, tem um quarto sobrando ali na quela porta menina, pode se acomodar por lá sem problemas, o banheiro é no corredor, fica avontade.
falou olhando pra mim.
Tereza- muito obrigado, prometo não incomodar senhora.
Dora- imagina, se é amiga do meu filho eu considero minha amiga também, eu me chamo doraci mais pode me chamar de Dora.
Tereza- prazer dona Dora, eu me chamo Tereza.
falei sorrindo apertando a mão dela.
Fernando- bom agora você tá aí na boa marrenta, eu vou tentar atrás do meu mano, conhecendo ele como eu conheço, ele deve tá m*l.
ele disse pensativo, eu não falei nada só baixei a cabeça, por hoje só quero descansar, não quero mais falar sobre o Dante hoje.
ele deu um beijo na testa da mãe dele e acenou com a mão pra mim, e foi embora, eu fui para o quarto que ela me mostrou, fechei a porta, tirei as sandálias e me deitei do jeito que eu estava mesmo, só precisava de uma cama quente pra chorar, e foi o que eu fiz eu chorei como nunca, muitos sentimentos misturados, dor, raiva, revolta, nojo, tristeza, mágoa, e um vazio grande no peito, chorei até pegar no sono.
Dante
Eu vacilei feio, eu travei com toda a situação dos vídeos mais essa agora do filho da p**a do advogado do barão ser ex cliente da Tereza, p***a estão falando da minha mulher, do corpo da minha mina, eu tô exposto c*****o, pra todos os meus aliados, e todos os meus sócios e alguns amigos, estou sendo visto como o cara que assumiu a prostituta, que merda é essa que tá acontecendo? por que tô perdendo o meu respeito, manchando o meu nome por causa de mulher? primeiro a Estela e agora a Tereza, quando foi que me perdi tanto no bagulho?
Ela passou por mim sem nem olhar na minha cara, àquilo acabou comigo, mais eu entendi ela estava com raiva, nem fui atrás dela, precisava acordar e reagir pra não ficar mais feio ainda.
quando me dei por mim eu já apontei a arma na cabeça da Débora que estava deitada no chão machucada pela surra que levou da Tereza, sem pensar muito eu apertei o gatilho, um tiro bem no meio da testa dela, dei mais dois passos até o advogado do barão e descarreguei o resto da pistola no seu peito.