capítulo 46

1097 Words
Tereza Estou tomando um energético com gelo, esperando o Dante voltar da tal reunião, quando simplesmente o Paulo senta na cadeira ao meu lado, meu corpo inteiro gelou, eu não tinha medo do Paulo me fazer nada de m*l, eu sei que ele é só um bundão, mais eu não queria que ele abrisse a boca dele de sacola pra todo mundo ali, sobre o meu passado. Paulo- o que você está fazendo aqui cristal? em um lugar de gente importante? foi contratada para servir de acompanhante de luxo? eu não sabia que tinha essa opção no cardápio. senti de longe o bafo de vodka saindo pela garganta dele, ele não parava de rir, como se tudo aquilo fosse muito engraçado. Tereza- Paulo por favor, não fala nada sobre o que eu fazia, ninguém aqui pode saber, por favor nunca nos vimos antes. falei baixinho implorando, tentando tira alguma coisa boa dele. Paulo- mais por que cristal? você está com alguém aqui? você costuma ser mais carinhosa. perguntou sem entender nada do que eu estava tentando dizer, eu cobri o meu rosto com a mão, sentindo que meu castelo de areia iria desmoronar a qualquer momento, era só questão de tempo. Tereza- Dante é meu namorado, nós estamos juntos e não quero que ele fique sabendo do meu passado ele é muito ciumento. menti. Paulo- então o Dante ele não sabe que você é p**a? ele falou sorrindo no meu ouvido. Tereza- ele não sabe que eu fui p**a, eu não faço mais isso Paulo, mudei minha vida, e só quero viver em paz, será que dá pra você entender? menti, com esperanças que ele teria compaixão. Paulo- haa que pena, eu gostava tanto dessa sua b*******a apertada, mesmo namorado a Débora ela não faz aquilo que a gente fazia, você sabe chupar melhor que ninguém. ele falou no meu ouvido, respirando no meu pescoço com aquele bafo de vodka forte, ele estava bêbado e foi aí que eu entendi que nada do que eu diga vai adiantar, aquilo me deu nojo, mais eu não poderá bater nele, nem brigar com ele, para não criar um escândalo e envergonhar o Dante, só me encolhi na cadeira, como uma criança assutada, como medo do que estava por vir e com razão. Tereza - Paulo por favor, não faça isso eu imploro, me deixa aqui sozinha. Paulo- eu gostei do seu nome, Tereza é mais sexy, dá mais t***o. derrepente, vejo Dante vindo em nossa direção, como um touro furioso, Fernando logo atrás dele, eu me levantei da cadeira assustada, Dante chegou na mesa e sacou uma pistola da sua cintura e apontou na cabeça do Paulo ali sentado bêbado nem aí pra nada. Dante- que p***a tu tá fazendo falando com a minha mulher c*****o? qual foi do bagulho? quer morrer? ele cuspia as palavras, eu tentei me meter pro Dante não ouvir a verdade, pelo menos não ali na frente de todo mundo. Tereza- Dante ele não fez nada, só estamos conversando, não precisa disso não. falei com a voz falhando. Dante- eu não falei contigo, tu eu me entendo depois. ele estava espumando de tanta raiva. Paulo- calma cara, eu não estava falando nada demais eu conheço ela somos amigos. ele disse enrolando um pouco a língua, eu fui para perto do Dante, e segurei seu braço, olhando dentro dos olhos dele, tentando dizer a verdade mas sem dizer uma só palavra, ele entendeu e baixou a arma, não por covardia, mais por que ele sabia que era alguém do passado do qual ele não poderia apagar, puxou o ar fundo para dentro dos pulmões, por um momento fechou os olhos como se tivesse buscando forças pra sair do lugar, quando nós viramos de costas para o Paulo, querendo sair dali, escuto a Débora falando com ele. Débora- o que ouve amor? por que o Dante tá peitando você do nada? o que aconteceu? Paulo- eu não fiz nada, só estava falando com a mina ali, eu conheço ela, ela era p**a de cabaré, eu era cliente dela, toda semana ia lá fazer programa com ela. ele falou simples, eu fechei meus olhos, já imaginando que dali pra frente a coisa iria ficar pior. Débora- como é que é isso Dante? você trocou a minha prima, por uma prostituta barata, é sério isso? ela gritava, chamando a atenção do Dante e de todos presentes na festa, a banda parou e todo mundo ali ficou prestando atenção em nós. Dante se virou para ela, e ficou olhando ela em silêncio, mais encarando como se fosse matar ela, ela continuou. Débora- PROS-TI-TU-TA barata é por isso que você trocou a minha prima? uma v***a de quinta categoria, que todo mundo aqui já deve ter comido, uma imunda, na nossa festa de família, a cúpula é uma família, e não um buteco onde você leva qualquer um, você Dante trouxe o lixo pra festa. ela dizia com gosto as palavras encima do seu salto alto, com os braços cruzados no próprio corpo, o Dante não fez nada nem falou nada, eu não aguentei fui pra cima dela. Tereza- deixa eu te mostrar como sou de quinta categoria. Eu fui direto na garganta dela, fiquei segurando forte pra enforcar mesmo, ela caiu no chão e eu montei em cima dela. Débora- me solta sua ridícula, suja, você pode me passar doenças só em me tocar. Todos reunidos na volta olhando a cena, mais ninguém fez nada, o dante não movia um só músculo, eu soquei tanto a cara dela com meu anel, que só cirurgia pra concertar o seu nariz, ela não sabia nem brigar só puxando meu cabelo e arranhando meus braços, depois que dei uma surra nela, sinto alguém me pegar por trás no colo me tirando de cima dela, olhei quem era e era o Fernando. Fernando- já chega marrenta, vem vamos embora. ele me soltou no chão e eu sai dali passando pelas pessoas que estavam rindo se divertindo com todo o barraco, passei pelo Dante sem nem olhar na cara dele, sai andando pelas ruas com o cabelo todo bagunçado da briga e alguns arranhões estava frustrada, e magoada, o Dante não me defendeu, não brigou por mim. depois de quase 30 minutos andando em um salto 15 eu vejo um carro andado devagar ao meu lado, buzinando pra mim, era só o que me faltava agora, alguém achando que tô fazendo programa aqui na rua, dessa maneira, eu nem olhei prós lado, depois de insistir muito buzinando eu ouvi gritar o meu nome. Tereza....
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