capítulo 10

1021 Words
Estela fomos até a cozinha e sentamos na mesa, sem muitas palavras o Dante estava estranho, provavelmente com algum problema no trabalho, nossa ajudante do lar, Magda estava nos servindo, o almoço hoje era salmão grelhado com salada verde, arroz e feijão. Estela- está tão quieto hoje amor? aconteceu alguma coisa? problemas no trabalho? perguntei demonstrando um pouco de interesse. Dante- só tô com umas coisas na cabeça, mais já vai passar. me deu um meio sorriso. Estela- eu posso ajudar? perguntei olhando para ele, tentando demonstrar boa vontade. Dante- não relaxa, eu vou resolver. Estela- está bem, a minha mãe me ligou hoje cedo e falou que está doente, disse que foi ao médico e a pressão estava alta, tô pensando em dormir com ela está noite, tem algum problema pra você? tentei falar firme pra não ser pega na mentira. Dante- não claro que não, você tem que cuidar dela, eu também vou dar uma saída a noite tenho que verificar um carregamento de drogas vindo da Bolívia. ele disse um pouco aliviado de certa forma. Meu plano estava dando certo, era fácil trair o Dante, ele tinha muitas responsabilidades com o crime e quase sempre passava as noites fora de casa, e eu sei que no fundo ele se sentia culpado de me deixar sozinha em casa, então muitas vezes não ligava de me deixar dormir fora. Estela- então está combinado, eu vou dormir com minha mãezinha. Dante- diz pra ela que mandei melhoras. Estela - pode deixar. terminamos de almoçar em silêncio e depois Dante foi para uma reunião na cúpula e eu fiquei em casa descansando, queria ter bastante energia para a noite de diversões com o Eduardo. Tereza (...) Estava no banho quente me preparando para ir até a boate, já era noite na rua, e meu coração estava apertado, eu não queria ver o Dante hoje, aquele homem estava mexendo com a minha cabeça, o melhor agora seria eu evitar ele, estava pensando como poderia impedir de me envolver ainda mais com ele, antes de criar expectativas de algo bom, queria cortar o m*l pela raiz. Terminei meu banho, me sequei na toalha passei óleo corporal de amêndoas, coloquei um vestido vermelho, justo no corpo e curto demais, com um decote generoso, cabelos soltos e ondulados, brincos de argolas de uma bijouteria barata, batom vermelho, maquiagem leve nos olhos, sandálias pretas de salto bem alto, passei meu perfume da Chanel, estava pronta para mas uma noite onde o prazer se vende por hora. Sai do alojamento, cheguei no salão da boate, que estava lotada, era sábado a noite, as meninas estavam animadas para faturar, eu fiquei em um canto, ainda estava menstruada e provavelmente não iria conseguir clientes de novo, não demorou muito e o que eu temia aconteceu, Dante entrou na boate com aquele ar de onipotente, pisando firme sem pressa, como se fosse o dono do tempo, do espaço e do ar, o dono do mundo olhando diretamente para mim e ignorando todos os olhares sobre ele, principalmente os olhares das meninas, aquilo me estigava e me excitava, mordi o canto do lábio. Eu perdi todo o compasso, me perdi no seu jeito de agir e de me olhar, ele estava com uma camiseta branca colada no corpo, com os braços todo tatuados até às mãos, tatuagens que cobriam seu corpo por inteiro, calça jeans skin escura e tênis branco Nike, chegou bem perto de mim como se fosse meu dono ou meu marido, me olhando sério. Dante- boa noite, bora subir? falou ainda sério, sem nenhum sorriso, mais falou simples como se fosse algo normal, fiquei pensando onde será que a mulher dele está que deixou ele dormir duas noites seguidas fora de casa?, como será que deve ser o casamento deles? Eu estava decidida a tentar afastar ele de mim, pra não ficar como a Camila, iludida por alguém que só me faria sofrer, então decidi mentir, tentando me livrar dele. Tereza- Oi Dante, infelizmente não vai dá não, eu já marquei com um cliente antigo, e tô só esperando ele chegar, pra subir com ele. Senti minhas mãos tremendo e a voz falhando um pouco ao dizer essa mentira, o olhar dele mudou, ficou n***o como a noite e gelado como neve. Dante- você tá de brincadeira comigo né? só pode. disse nervoso, falando alto, apertando os punhos, senti um arrepio na espinha. Tereza- Não estou brincando, o que acontece é que ele pagou adiantado, e eu não posso desmarcar com ele se ja esta pago, ordens da dona Geralda. ele veio pra cima de mim com raiva e por um momento eu pensei que talvez ele fosse me bater, ele colou seu rosto no meu e eu pude sentir o frescor do seu hálito de chiclete de menta, perfume amadeirado, a veia do pescoço saltada pela raiva. Dante- mais nem fudendo tu sobe pra um quarto com outro homem, só por cima do meu cadáver. Ele disse as palavras quase rugindo como um leão no meu rosto, e saiu, aquilo me preocupou com o que ele iria fazer? por que estava agindo como meu dono?, depois de um tempo voltou com a dona Geralda, pensei agora fudeu. Dona Geralda- o que está acontecendo aqui? dona Geralda perguntou sem entender nada e ele ao lado todo irritado, com a respiração ofegante, os braços músculos cruzados no próprio corpo. Tereza- eu só estava explicando pra o senhor Dante que o cliente marcou hora comigo e que estava aqui esperando por ele, ele pagou adiantado então não posso desmarcar. falei quase sem voz tentando me justificar, ele me fuzilava com os olhos, a dona Geralda sorria pra mim achando que era tudo parte de um plano meu, pra tirar mais dinheiro dele, mais não era, eu só não queria subir com ele, por que eu estava me apegando a ele, mais do que eu deveria e mais do que eu queria. Dona Geralda- infelizmente Dante se ele pagou antes eu não posso deixar ele na mão, a não ser que você o reembolse e pague um valor a mais pelo trastorno.
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