A porta do quarto se abriu atrás de mim sem pressa. Eu não me virei. Já fazia alguns minutos que Matteo tinha saído para falar com os homens da segurança, depois do susto mais cedo. Disse que precisava garantir que nada parecido voltaria a acontecer naquela ilha — a ilha dele. Eu fiquei ali, perto da janela, tentando convencer meu corpo de que o perigo tinha passado. Que eu estava segura. Mentira. A sensação de vulnerabilidade ainda colava na pele como um resíduo difícil de remover. Ouvi o som da porta se fechando e, em seguida, a voz dele: — Dei ordens aos homens. Ninguém entra ou sai sem que eu saiba. — Uma pausa curta. — Você está bem? A pergunta ficou no ar, densa demais para algo que soasse como preocupação genuína. Eu percebi antes de admitir. Não foi um pensamento. Foi o co

