Evitar Isabella não era covardia. Era sobrevivência. Dois dias haviam se passado desde a tentativa de invasão na ilha, e cada minuto desde então parecia um teste silencioso da minha sanidade. A casa continuava a mesma — paredes claras, janelas abertas para o mar azul demais para combinar com o que se escondia por baixo daquela calmaria — mas eu não era mais. Nada ali estava realmente intacto. Acordei antes do sol nascer, como vinha fazendo desde aquela noite. Não por disciplina, mas porque dormir significava pensar demais. E pensar demais significava lembrar do corpo dela recuando, do olhar fechado, da forma como o silêncio se instalou entre nós depois. Silêncio era pior do que qualquer discussão. Vesti uma camisa leve e deixei o quarto sem fazer ruído. Sabia que Isabella ainda dormi

