O escritório parece menor quando a cabeça está cheia. Ando de um lado para o outro enquanto o silêncio pesa mais que qualquer inimigo armado. A cidade inteira poderia estar queimando que eu ainda estaria menos inquieto do que agora. Ela pediu distância. Isabella pediu que eu ficasse longe. A p***a do problema é que eu respeitei. Rocco está sentado na poltrona, observando em silêncio. Ele já me viu furioso, já me viu matar sem piscar, já me viu resolver guerras. Mas aquilo? Aquilo é novo. — Você vai abrir um buraco no chão se continuar andando assim — ele comenta. Eu paro. Passo a mão pelo rosto. — Ela quer espaço. — E você vai dar? — ele pergunta. A resposta devia ser simples. Devia. Mas não é. Porque cada segundo longe dela é como engolir vidro. Porque eu ainda sinto o gost

