Assim que a porta se fechou atrás de Matteo, a casa pareceu… errada. Não vazia. Não silenciosa demais. Errada. Ele tinha sido claro, do jeito autoritário que não aceitava contestação: — Não saia. Volto em algumas horas. Não respondi. Não por concordar. Por cansaço. Observei pela janela da sala o carro desaparecer pela estrada estreita da ilha. O som do motor sumiu rápido, engolido pelo vento e pelo mar. Só então percebi o quanto aquela casa era grande demais para alguém sozinha. Respirei fundo. Não era medo. Ainda não. Era aquela sensação incômoda que começa na nuca, como se alguém estivesse atrás de você… mesmo quando não está. Fui até a cozinha, tentei me distrair com água, qualquer coisa banal. O barulho do copo sobre a bancada ecoou alto demais. Meu coração reagiu de forma exage

