A casa está em silêncio. O tipo de silêncio que só existe no meio da madrugada, quando até o vento parece se mover com mais cuidado entre as árvores da propriedade. A lua entra pelas janelas altas do quarto, desenhando sombras suaves no chão de pedra. Eu estou acordado. Não completamente por escolha. Meu corpo ainda está aprendendo a voltar ao ritmo normal. Dormir vem em pedaços curtos, intercalados com momentos de lucidez em que a mente simplesmente se recusa a descansar. Ao meu lado, Isabella dorme. Ela está virada de lado, parcialmente coberta pelo lençol, o cabelo espalhado sobre o travesseiro. A respiração dela é lenta e regular. Por um momento eu apenas observo. Durante meses ela esteve ali no hospital. Sentada em uma cadeira desconfortável, discutindo com médicos, garantin

