A mansão só voltou a respirar quando o último carro desapareceu pelos portões de ferro. Antes disso, tudo foi barulho controlado, vozes calculadas, passos firmes sobre mármore caro. Homens importantes demais para sorrir de verdade. Mulheres com joias que pesavam mais do que suas próprias palavras. Todos ali por Matteo. Sempre por Matteo. Eu observei tudo como quem assiste a um incêndio de longe, sabendo que, no fim, ainda será atingida pela fumaça. Teresa foi a última a sair do salão. Passou por mim sem dizer nada, apenas com aquele olhar silencioso que parecia carregar perguntas que ela nunca faria. O som da porta se fechando ecoou alto demais. E então, restou o silêncio. Um silêncio pesado. Denso. Cheio demais. Eu fiquei alguns segundos parada, sentindo o vestido apertar minha resp

