Capítulo 6

920 Words

Descobri que o silêncio ali nunca era vazio. Ele observava. Nos dias que se seguiram, a rotina começou a se repetir com uma precisão inquietante. Acordar cedo. Café servido sem perguntas. Corredores percorridos sem destino definido. Olhares que fingiam não me notar, mas jamais me ignoravam de verdade. Eu não era prisioneira. Mas também não era livre. Era algo entre as duas coisas — e isso me confundia mais do que grades. Passei a reconhecer sons. Passos mais pesados indicavam segurança armada. Passos leves, funcionários. O ritmo firme e controlado… era Matteo. Eu não precisava vê-lo para saber quando estava por perto. E isso me irritava. Porque significava que, sem perceber, eu estava prestando atenção demais. Naquela manhã, encontrei-o na área externa, falando ao telefone. Ele nã

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