Eu a coloco no banco do passageiro e fecho a porta. Sento-me ao volante, olhando para ela por um momento. Ela fecha os olhos, como se estivesse tentando bloquear o mundo. Ligo o carro e começo a dirigir. Meu coração está pesado, e a sensação de culpa só aumenta a cada quilômetro que percorremos. — Donatello, você está me levando para casa? – a voz dela é suave, frágil. — Sim, Ellen. Vou cuidar de você. – digo em um tom tranquilizador. Continuamos a viagem em silêncio, e a tensão no ar é palpável. Ellen parece estar lutando com seus próprios demônios, e minha própria luta interna é igualmente intensa. Enquanto o carro avança pela estrada, minha mente está em tumulto. Não apenas por Ellen, mas pela traição de Maria, pelo peso que carrego. Como devo agir? Como Enzo reagiria ao saber

