A Tempestade se Aproxima

1361 Words
O sol brilhava alto no céu azul, pintando o Morro do Jacarezinho com tons dourados enquanto eu caminhava pelas ruas estreitas e sinuosas. Era difícil acreditar que apenas algumas semanas atrás, tudo estava prestes a desmoronar para mim e Thiago. Naquela tarde ensolarada, sentia uma sensação de inquietação crescente me consumir enquanto me aproximava de casa. O ar parecia carregado de tensão, como se uma tempestade estivesse prestes a desabar sobre nós. Ao avistar Thiago parado no topo da escadaria, o meu coração deu um salto no peito. A sua figura imponente destacava-se contra o céu azul, e um arrepio percorreu a minha espinha enquanto me aproximava dele, uma sensação de medo se insinuando no meu peito. — Luna, onde você esteve? — Thiago rosnou, sua voz dura e fria. — Eu te chamei várias vezes e você não atendeu. Engoli em seco, sentindo-me como uma presa diante de um predador. Sabia que Thiago não era alguém com quem se podia brincar, e o seu humor explosivo poderia se manifestar a qualquer momento. — Desculpe, Thiago. Eu estava ocupada e não ouvi o telefone. — Respondi, tentando manter a minha voz calma e controlada. Thiago avançou na minha direção, o seu olhar penetrante me deixando ainda mais desconfortável. Recuei instintivamente, o medo tomando conta das minhas entranhas enquanto a sua voz baixa e perigosa ecoava nos meus ouvidos. — Você não pode simplesmente ignorar as minhas ligações, Luna. Você é minha esposa, minha propriedade. — Ele disse, sua voz carregada de ameaça. Engoli em seco novamente, sentindo-me encurralada pela intensidade do olhar de Thiago. Sabia que não podia mais fugir, que a tempestade que se aproximava era inevitável. Eu segui Thiago até a nossa casa, cada passo pesado e carregado de tensão. O ar estava carregado com a promessa de uma tempestade iminente, e eu me sentia como uma presa acuada diante de um predador. Ao entrarmos na casa, o clima sombrio parecia se intensificar. Thiago fechou a porta com força, o som ecoando pela sala vazia como um presságio sombrio. — O que você estava fazendo que não podia atender o telefone? — Thiago exigiu, a sua voz ecoando com uma autoridade que me deixava arrepiada. Engoli em seco, tentando controlar o tremor nas minhas mãos enquanto enfrentava a fúria de Thiago. — Eu disse que estava ocupada, Thiago. Não é como se eu tivesse feito de propósito. — Respondi, a minha voz vacilando com a tensão. Thiago avançou na minha direção, sua expressão contorcida de raiva. Senti-me encurralada contra a parede, sem para onde fugir. — Você acha que pode me desafiar, Luna? — Ele rosnou, sua voz carregada de ameaça. — Você acha que pode simplesmente fazer o que quiser, como se não houvesse consequências? O medo me envolveu como um manto, sufocando-me com a sua intensidade avassaladora. Eu sabia que não podia lutar contra Thiago, que estava completamente à mercê da sua fúria implacável. — Por favor, Thiago, eu não quis te irritar. Eu só... — As minhas palavras foram interrompidas pelo som da sua mão batendo com força contra a parede ao meu lado. Um grito escapou dos meus lábios, a minha respiração acelerando enquanto recuava, aterrorizada pela violência que se desenrolava diante de mim. Thiago me encarou com olhos faiscantes de raiva, sua respiração pesada e irregular. — Você vai aprender a respeitar a minha autoridade, Luna. — Ele disse, sua voz um sussurro ameaçador. Thiago me encarou com olhos cheios de uma raiva intensa, sua respiração pesada e irregular. Eu me encolhi diante da sua ira, impotente diante do furacão que era Thiago. Sabia que estava presa na sua teia, e que a tempestade que se aproximava só podia piorar. Os meus soluços se misturavam ao som do meu coração batendo descontroladamente, enquanto eu me encolhia ainda mais contra a parede, meu corpo trémulo de medo. Eu nunca me sentira tão vulnerável, tão impotente diante da crueldade de Thiago. E assim, naquela sala silenciosa, eu chorei não apenas pelas mãos cruéis de Thiago, mas também pela minha própria impotência diante do monstro que ele se tornara. Eu me afastei rapidamente de Thiago, o meu coração pulsando de pavor enquanto as minhas pernas tremiam sob mim. Cada célula do meu corpo gritava para correr, para escapar daquele monstro que se aproximava de mim, mas eu sabia que não tinha para onde ir. Eu me virei e tentei fugir, as minhas pernas movendo-se desajeitadamente em direção à porta, mas Thiago foi mais rápido. Ele me alcançou em um piscar de olhos, os seus dedos cerrados agarrando o meu braço com uma força c***l. Um grito de dor rasgou a minha garganta quando ele me puxou de volta para ele, a sua expressão contorcida de raiva enquanto me segurava com uma ferocidade assustadora. — Onde você pensa que vai, Luna? — A sua voz era um rosnado baixo, os seus olhos faiscando com uma intensidade ameaçadora. Eu me debati nas suas mãos, as minhas unhas arranhando o seu rosto enquanto eu tentava me libertar do seu domínio implacável. Mas era inútil. Thiago era mais forte, mais poderoso, e eu estava completamente à mercê da sua ira. — Por favor, Thiago, me solte! — Eu soluçava, as lágrimas escorrendo livremente pelo meu rosto enquanto eu me debatia em vão. Thiago apenas apertou seus dedos no meu braço, sua expressão endurecida pela raiva. E então, sem uma palavra, ele me empurrou com força contra a parede, o impacto fazendo-me gemer de dor enquanto o meu corpo batia com força contra o concreto. Uma onda de dor lancinante me percorreu, o meu corpo inteiro latejando de agonia enquanto eu lutava para respirar. Mas Thiago não mostrou piedade. Ele se aproximou de mim lentamente, o seu rosto distorcido por uma crueldade fria que me fez tremer de medo. — Você vai aprender a nunca mais me desafiar, Luna. — A sua voz era um sussurro ameaçador, ecoando na sala vazia enquanto eu me encolhia contra a parede, minha mente turva de terror. E assim, naquele momento de pura desesperança, eu percebi que estava completamente à mercê da escuridão que era Thiago. E não havia nada que eu pudesse fazer para escapar do seu domínio implacável. Eu lutei com todas as minhas forças enquanto Thiago me segurava com uma ferocidade implacável. A minha mente estava em turbilhão, o meu corpo latejando de dor e terror, mas uma chama de determinação queimava dentro de mim. Eu não podia mais permitir que Thiago me controlasse, que me mantivesse presa na sua teia de crueldade e opressão. Com um grito de pura raiva e desespero, eu reuni as minhas últimas reservas de força e empurrei com toda a minha energia contra ele. Por um momento fugaz, senti o seu aperto vacilar, e então, com um esforço final, consegui me soltar das suas mãos. Corri desesperadamente para fora da sala, as minhas pernas movendo-se com uma urgência frenética enquanto eu lutava para alcançar a liberdade. Assim que sai pela porta, esbarrei em Lipe que me encarava com uma expressão assustada e, ao mesmo tempo, acolhedora. — Luna, o que está a acontecendo? — Lipe perguntou, sua voz cheia de preocupação. Eu não tive tempo de responder. Atrás de mim, ouvi os passos pesados de Thiago se aproximando, a sua respiração ofegante e irregular ecoando no vazio. Instintivamente, eu me agarrei a Lipe, buscando refúgio na sua presença reconfortante. — Lipe, por favor, me ajude! — Eu implorei, o meu coração batendo descontroladamente enquanto as lágrimas corriam livremente pelo meu rosto. Lipe olhou para mim por um momento, o seu rosto uma máscara de indecisão. Ele sabia que ajudar-me poderia colocá-lo em perigo, que Thiago poderia cobrar um preço terrível por sua intervenção. Mas, mesmo assim, ele estendeu a mão e me puxou para trás dele, protegendo-me com o seu próprio corpo. — Eu estou aqui, Luna. Eu não vou deixar nada acontecer com você. — Lipe disse, sua voz firme e determinada. E assim, naquele momento de puro desespero, eu soube que não estava sozinha. Mesmo diante da escuridão que era Thiago, Lipe estava ao meu lado, pronto para lutar ao meu lado contra qualquer adversidade.
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