Luiz Felipe estava no chão. Na sua cabeça um corte profundo ia quase do meio do crânio até o supercílio esquerdo. O sangue havia se misturado com vinho e ensopado toda sua camisa. Ele não conseguia enxergar nada e nem raciocinar direito. As únicas coisas que passavam por sua cabeça eram as palavras: "Carla... Ela está gritando...". A camisa de Luiz não era a única coisa ensopada de sangue, mas também o chão ao seu redor e suas mãos. Isso mesmo... suas mãos. O rapaz levou-as até a cabeça, encostou um dos dedos no começo do corte e deslizou até o supercílio. "SOCORRO... ME SOLTA..." alguém gritava, porém ele não conseguia ver quem era com clareza. Os sons iam e vinham pelos seus ouvidos. Luiz sabia que estava tonto, mas não conseguia fazer nada para melhorar. — Carla... — tentou f

