Pequenas crianças agitavam-se nas filas e nos colos de seus pais, a partir da portaria, jovens, adolescentes e adultos começavam a entrar. Um pequeno ruído assustou os participantes do tão esperado evento. O azulado quente que tingia o céu do Rio de Janeiro estava a fim daquele dia. Tudo parecia milimetricamente calculado. O tempo conspirava a favor de uma Bienal maravilhosa. As nuvens não deram o ar da graça e o a lua sequer imaginava reaparecer no fim da tarde. O vento já havia percorrido todas as praia do litoral. Dava pra sentir o o gosto do mar salgado combinando com o cheiro dos livros novos. Contudo, quem estava realmente tenso e completamente alheio ao bom tempo, era Edmundo, sentado bem na beira de uma cadeira da plástico simples. Bem embaixo de uma agradável sombra fria que re

