Linda!
Sua pele n***a e imaculada, corpo tonificado, lábios carnudos implorando para serem beijados, s***s empinados que cabiam nas minhas mãos. Minha boca encheu dágua imaginando o sabor daquelas peras maduras. Cheguei a mover os meus dedos, sedentos por arrancar aquele vestido pueril e tocá-los. Os m*****s eram perceptíveis debaixo do tecido fino da vestimenta humana e apontavam para mim, instigando a imaginação da minha fera.
Por que ela se vestiria como humanos?
Os seus cabelos caiam pelos ombros até a cintura, crespos, sedosos e macios, adornavam uma obra de arte dos deuses.
Hecate estava inspirada quando a criou.
Seu pescoço fez as minhas gengivas queimarem de desejo por marcá-la ali mesmo, me tentando a desrespeitar as leis do meu clã. Quase perdi o controle quando a sua essência divina se impregnou no meu cérebro.
Em vez de fraquejar e ceder aos impulsos do vínculo, agarrei- a pela nuca e a afastei de mim, exibindo-a para aqueles que nos assistiam, único jeito que encontrei para não montar nela em terras que ainda não eram consagradas ao meu clã.
Eu esperava que alguém a reivindicasse, desafiava qualquer macho que viesse a me enfrentar por ela e me desse a oportunidade de mostrar-lhes o Alfa que eu sou.
- Quem responde por essa fêmea? - A minha voz ressoou pela clareira, chamando a atenção de todos.
Observei atentamente a reação de cada macho presente, especialmente do perdedor Rules. A empurrei para a frente, testando a covardia daqueles lobos.
Ninguém se manifestou.
Uma Luna de nascimento perfeita e nenhum daqueles parasitas tinha colhões de reivindicá-la diante de mim?
- Eu fiz uma pergunta!
Diante da minha insistência, os membros daquele clã, prestes e não existir, desviaram o olhar, abandonando a fêmea que outrora era um deles.
Pude notar Rules estremecer, o fedor de seu medo me fez desprezá-lo ainda mais.
- Ela é uma ninguém, Alfa Orium, uma órfã fraca que o clã adotou, por isso não nos ajudou durante a batalha!
Uma órfã abandonada e sem valor, era isso que ela era para aquele clã?
- Uma órfã? Ela é uma Luna de nascimento! - Cheirei o pescoço dela mais uma vez, notei os traços do fedor de Rules nela. - Estava escondendo uma Luna de nascimento de mim, Rules?
Ele não a reivindicou, nem marcou, no entanto, o desgraçado a manteve em segredo mediante aos outros alfas. Ele deveria tê-la anunciado, para que os Alfas tivessem a chance de averiguar se ela pertencia a um deles.
Ela pertencia a mim!
O covarde abaixou a cabeça, se recusando a confessar os seus pecados diante das leis da Grande Deusa.
Aquele povo desprezava abertamente uma Luna de nascimento, portanto, não merecia saber quem ela era para mim. A cada minuto que passava na presença deles, meu desprezo aumentava.
Soltei e fêmea e fiz sinal aos meus homens para se posicionarem, uma precaução caso tentassem algum truque quando soubessem a minha intenção de levá-la comigo.
- Eu, Alfa Orium, a reivindico como tributo de guerra! A levarei agora mesmo para o meu clã, onde será montada e marcada como manda a lei!
- Ela não e uma parideira, Alfa Orium! Pela lei, tem o direito de aguardar o companheiro!
Finalmente ele se pronunciou, mas era covarde demais para confessar as suas intenções. Se ele sabia que ela pertencia a outro macho, por que manteve a sua existência em segredo? Que interesse ele teria, se não, o de a tomar para si?
Eu conhecia a história dele, sua companheira morreu há muito ciclos sem deixar filhotes. Ele era um lobo alfa solo, uma Luna de nascimento como ela valia mais do que ouro para um bastardo como aquele!
A reação dela me aborreceu, estava triste ao ser desprezada pelo alfa perdedor, e ainda se atreveu a me olhar com rancor, como se ele fosse mais importante para ela do que eu.
- Se ela se recusar a vir conosco, tomarei todas as suas terras e eliminarei todos os machos adultos deste lugar, os mandarei para o colo da Grande Deusa, como perdedores que são! - Virei-me para ela, desafiando-a a me desrespeitar ainda mais. - É a sua escolha, fêmea!
- Odessa, você é uma Luna de nascimento, merece ser honrada e não servir a um clã como parideira!
Ele latiu, seus olhos imundos suplicantes para ela. Detestei o som do nome dela saindo daquela boca e desferi uma bofetada nele, um golpe simples, mas, ele, fraco como era, se desequilibrou e desabou no chão como um saco de esterco.
- Eu vou com ele, Alfa Rules. - Ela respondeu, a voz cheia de medo, mágoa e tristeza pelo covarde caído no chão.
Mais um desrespeito, chamando outro macho de alfa.
Ela queria me humilhar na frente dos meus homens?
Segurei o seu rosto, fazendo-a me encarar e vislumbrar a minha natureza através dos meus olhos.
- Eu sou o seu Alfa agora, fêmea! Nunca mais chamará outro macho de Alfa, me entendeu?
Ela fez que sim com a cabeça, o fedor do seu medo irritava a minha natureza. Senti uma fagulha de remorso, com a dor que notei na sua voz, mas endureci o meu coração.
O seu nome se repetia na minha cabeça, mas não o pronunciei. Não queria demonstrar fraqueza diante dessa gente, ou qualquer poder que ela pudesse ter sobre a minha natureza.
- Eu vou com você, não resistirei, aceitarei o que quiser de mim, mas tenho uma condição...
Ela disse sem nem mesmo olhar na minha direção.
- Ah, você tem uma condição? Acha mesmo que está em posição de exigir alguma condição de mim, fêmea?
- Bom, creio que se eu for por livre e espontânea vontade, será muito mais fácil conseguir que a minha natureza aceite as suas condições, não acha?
Achei graça na tentativa dela de parecer forte, embora, obviamente, pudesse ver o medo em seus olhos.
- Diga, fêmea, quais condições você acredita que pode exigir de mim?
- Eu vou com você, mas, deixará o meu povo em paz! Ninguém mais precisa morrer aqui, e nós dois sabemos, Alfa Orium, que nossas terras não farão diferença para os seus cofres!
Ouvi a sua proposta absurda somente para apreciar o som de sua voz.
- Humpf! Você virá comigo, quer queira, quer não, e nunca mais verá esse macho, por quem parece se importar tanto. No entanto, eu gosto de acordos em que ambos se beneficiam. Em vez de ceder as suas exigências, que tal uma troca mais divertida?
- O que quer? - Ela perguntou, hesitante, finalmente me encarando.
- Quero que cuspa nesse alfa perdedor e o repudie como Alfa e como macho, assim, poderei pensar na sua proposta.
Ela estremeu, pude ouvir o seu coração bater com violência. A ideia de rejeitar aquele macho a fazia sofrer. O meu lobo rosnou alto, desejando puni-la por mais uma humilhação.
Assisti com desgosto quando eles trocaram olhares, e ela fechou os olhos, deixando uma lágrima escapar.
- Eu, Odessa, repudio alfa Rules. De agora em diante, seremos como estranhos.
O covarde não conseguiu conter o choro ao ouvi-la, ela também chorava quando cuspiu aos pés dele antes de lhe dar as costas.