ELE Eu costumava gostar dos momentos de paz e solidão, com a ausência da minha mãe, o silêncio da mansão era um calmante para os problemas do cotidiano. Podia deitar a vontade na cama, todo esparramado e ter uma noite tranquila de sono. Dessa vez, estar sozinho era um martírio. Esse quarto quase não era usado, pequeno e minimalista, não tinha a essência de ninguém além das criadas e os produtos de limpeza que usavam. Não tinha o cheiro dela e a minha natureza clamava pela loba Luna atrevida que trancou a porta do quarto e nos deixou de fora. Cansado de ficar de barriga para cima olhando o teto sem cor, levantei-me e fui para a janela. A lua minguava, se escondendo do olhar dos mortais, estrelas piscavam no céu sem nuvens de uma noite morna de verão. A vista dava para a mata fechada

