Capítulo – pressão " A pressão psicológica é pior do que uma sürra " Marcelo Uma semana depois... Entro no quarto e o silêncio me recebe como uma bofetada. Meu pai não se move. Ele está ali, com o corpo ocupando o leito, mas o espírito parece ter se retirado para algum lugar onde eu não sou convidado a entrar. Ele mantém os olhos fixos no teto, uma tela em branco onde ele projeta a sua decepção, ignorando a minha presença com uma precisão cirúrgica. — Pai? — tento, mas a palavra morre antes de chegar a ele. Aristide não desvia o olhar. Ele não pisca. É uma máscara de gelo, uma barreira de mármore que ele ergueu entre nós dois. A máquina ao lado da cama marca o ritmo do seu coração, o único sinal de que ele ainda me ouve, mas a sua recusa em me olhar dói mais do que qualquer grito q

