Capítulo — Outro inferno. " Nunca ache que algo está r**m porque pode piorar." Lúcia. Meu corpo estremece, penso em abrir a boca, mas paraliso. O toque frio no meu ombro não é apenas uma mão. Quando Marcelo se inclina para sussurrar uma ameaça final, sinto algo rígido e metálico roçar o meu braço através do tecido fino da camisola hospitalar. — Vamos, querida, fale ao delegado, conte o quanto nós somos apaixonados. O pavor me imobiliza. É uma arma. Ele trouxe uma arma para dentro da delegacia, debaixo do nariz do Delegado. A audácia desse homem me faz perceber que as regras que regem o mundo comum não se aplicam a ele. Engulo em seco, o som da minha própria saliva descendo pela garganta parece um trovão no silêncio da sala. Eu não vou pagar para ver. Estremeço sabendo que mais uma

