O restante do dia foi leve, quase como nos velhos tempos. Eles riram, andaram pelas ruas movimentadas, entraram em lojas e escolheram coisas simples para a casa. Areta comprou toalhas novas, vasos, lençóis e uma colcha de que gostava — tons claros, com flores pequenas, delicadas. Van a observava, tentando guardar na memória o brilho tranquilo que voltava aos olhos dela. Pararam para lanchar em uma cafeteria pequena, e, por alguns minutos, pareceram apenas dois namorados comuns. Ele pediu café forte e tora de morango, ela escolheu torta de limão. Se beijaram, trocaram olhares e dividiram as colheres, rindo quando Van sujou o canto da boca dela com chantilly. Por algumas horas, não havia passado, nem dor — só o presente, só os dois. À noite, decidiram se hospedar em um hotel. O quarto era

