Mia tinha dormido em seu novo quarto, todo pintado com tinta sem cheiro, paredes em tom de rosa-claro e verde, e o guarda-roupa branco combinando com os móveis novos que Alexander havia mandado montar. Quintina chegou a acreditar que, naquela noite, a filha dormiria ali mesmo, cercada pelos brinquedos e pelúcias que ela e avó Dandara ajudaram a organizar. Mas, assim que Alexander se deitou e puxou Quintina para perto, a vozinha suave soou pelo corredor: — Papai… estou com medo do escuro… A luminária estava acesa, lançando um brilho morno no corredor. Alexander respirou fundo, soltou um leve sorriso e respondeu com paciência: — Estou indo, Mia. Caminhou até o quarto da menina e a encontrou sentada na cama, agarrada ao cobertor. Ajoelhou-se, beijou-lhe o rosto e perguntou com calma: — Q

