cap 04 vamos

979 Words
Ravena… Acordei assustada com o barulho alto do meu celular. Quando fui ver a hora, já eram 14:30 da tarde. p**a que pariu, e eu ia sair pra arrumar um emprego. Tá com a p***a mesmo. O celular começou a tocar de novo e eu vi que era meu irmão. Ligação on... Ravena: – Alô? Maninho: – Acordou, princesa? c*****o, tava te ligando a mó tempão! Ravena: – Acordei agora, onde você tá? Que barulho é esse? Maninho: – Tô na casa de um parceiro aqui, queimando uma carne. Tava te ligando pra tu vir também, não tem nada pronto aí e tu deve tá com fome. Ravena: – Pode ser, vou me arrumar. Maninho: – Arruma aí, pow. Veste um biquíni. Quando terminar me avisa que eu vou te buscar. Ravena: – Tá bom, tchau. Maninho: – Tchau. Ligação off... Fui tomar um banho e me arrumar. Procurei algum biquíni aqui, mas não achei nenhum. Deixei todos os meus biquínis lá. Mas também, meu objetivo era comprar uns aqui, só não sabia que ia em uma piscina tão cedo. Mas tá de boa, eu quero mesmo é comer. Vesti um vestidinho coladinho, calcei uma Havaianas branca com a bandeirinha do Brasil e mandei uma mensagem pro meu irmão pra ele vir me buscar. Não demorou nem 10 minutos e ele apareceu com aquele mesmo carro do amigo dele. Eu entrei, fechei a porta, olhei pra cara daquele sonso e já deu pra perceber que ele tinha bebido. O Anderson é uma pessoa que nunca disfarça quando ele bebe. Fica com os olhos pequenininhos e a cara de mongolóide. Ravena: – Já tava bebendo, né? Seu corno. – Ele riu. – Tem muita gente lá? Anderson: – Só os próximos. A gente chegou em uma casa e já dava pra ouvir o somzão alto tocando pagode. Já dei logo uma animada. A gente subiu pra laje e, na hora que eu entrei, quase que eu volto. Ravena: – Cara, você não disse que ia ter pouca gente? Anderson: – Em nenhum momento eu disse que ia ter pouca gente. Disse que ia ter os próximos. Os próximos do patrão são esse tanto de gente mesmo. Ele foi andando na frente e eu, atrás, igual uma cachorrinha. Me levou pra uma mesa cheia de homens com armas que estavam bebendo e fumando. Tinha uns 10 caras lá e 5 meninas. Uma delas, que parecia ser bem novinha, estava sentada no colo do tal do Matador. Ela é linda, corpão, cinturinha fininha e o cabelo cacheado. Mas bem novinha. Não gosto desses caras que pegam meninas novinhas. O cara tem uns 30 anos pegando menina de 15, 16 anos, acho ridículo. Anderson: – Aí, gente, minha caçula. A irmã que eu disse que viria. – O pessoal olhou pra mim e me cumprimentou. Mas só duas meninas falaram comigo: a que tava sentada no colo do Matador e outra loirinha que parecia ser bem simpática. As outras nem me olharam. XXX: – Satisfação, mina. Meu nome é Binho. – Já tinha cumprimentado ele, mas veio falar comigo de novo. Não entendi. Ravena: – Oi, sou a Ravena. – Ele olhou pra mim com cara de safado. Sai fora, bicho feio. XXX: – Para de encher o saco da menina, Binho. – falou a menina que tava sentada no colo do Matador. – Prazer, amiga. Sou a Luana, irmã desse feio aqui. – Apontou pro Matador, que tava bem concentrado no celular e não tava nem aí pra hora do Brasil. Coitado, julguei ele m*l. Ravena: – Oi. – Sorri sem graça. Odeio estar em lugares com pessoas que eu não conheço. O Anderson saiu e voltou com um prato cheio de carne e linguiça, e outro com arroz, farofa, vinagrete e pão de alho. Tudo o que eu queria. Comecei a comer enquanto conversava com a Luana e outra menina que se chama Lara e tem um salão aqui. Eu falei que tava precisando de um trabalho e que já tive um salão, e ela disse pra eu passar no salão dela amanhã. Eu já fiquei animada, nem precisei ir à procura de um trabalho. Luana: – Vou entrar na piscina um pouquinho, vocês vêm? – Perguntou pra mim e pra Lara, mas a gente negou. Ela levantou e foi tirando o short. O irmão, que tava concentrado no celular, já começou a olhar ao redor, qualquer pessoa que estivesse olhando pra irmã dele. Matador: – Qual foi, que vocês tão olhando? Quero ninguém olhando pra cá não, p***a. Qual foi, menor? – Perguntou pra Luana, que o olhava negando. – Tá olhando o quê, mesmo tu? XXX: – Tô olhando nada não, Matador. Matador: – É bom mesmo. – Ele falou, e o povo todo parou de olhar pra Luana. Parecia que ele tinha muita moral ali, ninguém teve coragem de peitar. Mas também, o homem é chamado de Matador, não deve ser por acaso. … Deu 18:00 e eu já queria ir embora, mas parece que não era bem isso que meu irmão queria. Tava se divertindo demais. Sem contar que eu tava sentindo uma colicazinha chata no pé da barriga. A Luana e a Lara já tinham ido embora. Eu tava sentada, sentindo dor, fazendo absolutamente nada. Matador: – Vou guiar. Anderson: – Vai não, pow. Fica aqui agora que tá bom. – Falou, bebendo, enquanto uma loira se esfregava nele. E essa era uma das cenas mais nojentas de se ver, meu irmão quase transando com uma mulher na frente de todo mundo. Matador: – Que nada, vou guiar. Anderson: – Leva minha irmã pra minha casa, irmão. Ela não quer ficar aqui, vai me abandonar. Ravena: – Cala a boca, c*****o. Moleque chato da p***a. – Ele riu e voltou a beber. Matador: – Vamos? Ravena: – Vamos! – Peguei minhas coisas e fui atrás dele.
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