O IMPÉRIO DO MEDO: O VENENO NA FERIDA O pneu da Land Rover fritou no asfalto do morro quando o Douglas freou bruscamente na frente do posto médico clandestino. O lugar já estava cercado por fuzis, um cinturão de aço e carne que protegia o coração do Turano. O rádio tinha avisado e o morro estava em estado de sítio, uma tensão que a gente conseguia sentir no ar, carregada de eletricidade e morte. Assim que a porta abriu, os enfermeiros e o médico que a gente pagava a preço de ouro um açougueiro de luxo que sabia costurar buraco de bala como ninguém já vieram com a maca correndo. — CUIDADO COM ELE! — eu gritei, a voz rasgando a garganta, descendo do carro com o vestido verde-esmeralda colado no corpo pelo sangue dele, a pistola reserva ainda firme na minha mão direita, o dedo pronto no g

