— Não... eu só... o baile, né? — gaguejei, tentando manter a voz firme. — Fiquei pensando que o pessoal deve ter estranhado a gente não ter aparecido. O morro comenta, Augusto. — Que se f**a o pessoal, Samira — ele respondeu, se sentando na cama, mas sem soltar a minha mão. — Quem manda naquela p***a sou eu. Se eu decidi que o meu lugar era aqui contigo, ninguém tem que achar nada. Eu sou o Imperador, mas antes de tudo, eu sou o teu homem. Ele ficou ali me olhando por um tempo longo demais. No silêncio do quarto, a presença dele preenchia tudo, mas a sombra do Renan lá fora continuava me assombrando. Eu olhava para o Augusto e via o homem que, apesar de toda a lama em que vivia, estava tentando desesperadamente ser alguém melhor para mim. E aquilo me doía. Doía porque eu sabia que lá for

