Capitulo 52 SAMIRA

789 Words

O IMPÉRIO DO MEDO: A DONA DO JOGO Estacionei a Land Rover na entrada da rua principal, exatamente onde o asfalto civilizado da cidade termina e a terra batida, tingida pelo sangue e pelo suor do crime, começa. O barulho do motor morrendo foi substituído instantaneamente pela sinfonia brutal que é a alma do Turano: o batidão de um funk proibidão explodindo de umas caixas de som gigantescas, o rádio dos vapores apitando num código incessante e o vai e vem frenético de motoqueiros fazendo o "corre" da vida e da morte. Respirei fundo, sentindo o ar pesado, denso, com cheiro de óleo, esgoto e fumo. Eu raramente descia até o miolo, o coração pulsante do movimento. O Augusto sempre fez questão de me manter guardada numa bolha de vidro, protegida por perfume caro, lençóis de mil fios e o ar-cond

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