— Quem te deu permissão para entrar no meu quarto sem bater, Caçador? — o Augusto rugia, a baba saindo pelo canto da boca num espetáculo grotesco. — Tu tá achando que é o quê? Eu não dei permissão de entrar na minha i********e! — Mil desculpas, patrão — respondi, a voz saindo mecanizada, oca, como se viesse de um robô. Cada palavra que eu falava para ele era um sacrifício amargo à memória do meu irmão. — Ouvi barulho de vidro e achei que era algum bote dos rivais querendo finalizar o serviço. Minha função única é a segurança da casa e da sua vida. O reflexo foi mais rápido que a etiqueta. Eu não tava olhando para ele. Meus olhos tavam cravados na Samira, que tentava desesperadamente se recompor, ajeitando a jaqueta de couro com as mãos trêmulas que denunciavam o trauma. O ódio por esse h

