Bia Narrando Voltar pro morro depois de tantos anos é como entrar em um túnel do tempo. Cada viela, cada escadaria, cada barulho de criança correndo na rua me faz lembrar de quando eu era menina. O cheiro de pão fresco vindo da padaria do seu Antônio e da dona Sandra continua o mesmo. O batuque distante que ecoa das lajes à noite também. Mas, ao mesmo tempo, tudo mudou. Eu mudei. Esses dias têm sido intensos. Desde que cheguei, parece que o relógio corre diferente aqui. Acordo cedo, vou até a obra da minha casa que agora tá coberta de poeira e entulho, mas já começa a ganhar cara de lar eu passo horas discutindo com pedreiro, ajustando material, escolhendo cor de parede. É engraçado, porque quando morava em Minas, a vida era outra: escritório de marketing, rotina previsível, decisões peq

