Sorriso Narrando O coração não parava de bater, parecia que cada passo que eu dava deixava a praça mais distante, mas o peso dela estava junto comigo em cada movimento. Ela insistiu em se negar, tentando manter distância, mas eu sabia que era inútil. Eu tinha esperado anos por esse momento, e não ia deixar passar. Quando ela finalmente cedeu, senti uma mistura de alívio e tensão a mesma sensação que tinha sentido da primeira vez que vi o sorriso dela, anos atrás. Saímos da praça, a batida do pagode ficando para trás, substituída pelo som da nossa respiração e pelo eco da noite nas vielas. As pessoas ainda circulavam pelo morro, algumas nos olhando de soslaio, outras nem notando nossa passagem. Mas meu foco estava completamente nela. Cada passo, cada gesto, cada respiração dela me prendia

